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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Os dois principais partidos da aliança governista não têm candidatos próprios ao governo do RN
A política tem coisas interesantes. No Rio Grande do Norte, por exemplo, os dois principais partidos de sustentação ao governo Lula – PT e PMDB – não têm candidatos próprios ao governo nas eleições de 2010. O PT tem como prioridade a eleição da ministra Dilma Ruosseff à Presidência da República. E o PMDB a reeleição do senador Garibaldi Alves (RN).
Diante disso, ficam a mercê de uma candidatura que possa unificar a base aliada de Lula. Não importa o nome o importante é manter o PMDB aliado, como afirmou o próprio presidente numa reunião ontem, em São Paulo, da qual participou o presidente estadual do PMDB no Rio Grande do Norte, deputado Henrique Eduardo Alves, líder da bancada na Câmara.
Sendo assim, dos quatro nomes que almejam disputar a sucessão da governadora Wilma de Faria (PSB) no Rio Grande do Norte – o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), os deputados federal João Maia (PR) e estadual Robinson Faria (PMN), e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), é certo dizer que o que viabiliza melhores condições é Iberê porque estará sentado na cadeira de governador em março do próximo ano com a caneta cheia na mão e a chave do cofre para disputar a reeleição.
Além disso, já falei em outras oportunidades, Iberê comanda uma das principais secretarias do governo estadual – a do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, onde tem inaugurado obras importantes como barragens que levam água onde não tem no interior potiguar. Iberê, portanto, está com o queijo e a faca para disputar o governo do estado. Pode apostar caro web-leitor no que estou dizendo.
Nesse caso, o PSB da governadora Wilma de Faria seria contemplado com dois nomes na chapa majoritária: O de Iberê para governador e o da própria Wilma para o Senado. Um cenário pouco interessante para os outros partidos que compõem a aliança governista. É aí que será travada a grande discussão para a formação da aliança. São várias as alternativas, e como já disse uma vez não descarto a possibilidade de Wilma terminar o governo e apoiar Iberê para sucedê-la, deixando assim a outra vaga para o Senado para João Maia (PR) e a vice para Robinson Faria (PMN). A chapa assim poderia “contepmplar” a todos. Mas não é tão fácil assim.
E Carlos Eduardo Alves, por exemplo, onde entraria nessa história? Se contetaria em sair candidato a deputado federal? Mas tem ainda outro porém: Henrique Eduardo é candidato a reeleição. Seriam dois Alves disputando mandatos de deputado federal. Como se observa, a equação não é tão fácil de ser resolvida no Rio Grande do Norte como espera e deseja o presidente Lula. Ah, sim, ia esquecendo. Falta também Henrique convencer Garibaldi que o melhor pra ele é ficar ao lado de Wilma. A conferir!
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