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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Mineiraço

Não, desta vez não foi um “Maracanaço”, onde o Brasil perdeu dentro de casa uma Copa pela primeira vez em 1950, no Maracanã, para o Uruguai pelo mínguado placar de 2 a 1. Desta vez foi um “Mineiraço”, onde o Brasil perdeu a segunda Copa, dentro de casa, pelo humilhante placar de 7 a 1 para a Alemanha, ainda por cima numa semi-final, no Mineirão. Me sinto não envergonhado, mas, sobretudo como outros 200 milhões de brasileiros humilhado.

Humilhado não por perder uma semi-final de uma Copa dentro de casa. Mas por perder de 7 a 1 em que levamos cinco gols em seis minutos na primeira etapa da partida. Mas parecia que estávamos vendo um treino da seleção alemã tal a inércia do nosso selecionado, que até começou bem a partida até levar o primeiro gol. Em 100 anos do futebol brasileiro nunca passamos por tamanha humilhação. Explicação para a catástrofe? Certamente temos muitas, mas nenhuma que me convença.

Fato é que a seleção brasileira já não vinha se apresentando bem na competição. Longe de ser aquela seleção campeã da Copa das Confederações do ano passado, com um futebol digno de elogios internacional. Desde o primeiro jogo contra a Croácia que o Brasil não vinha convencendo. Mas nesta terça-feira o Brasil chegou ao ápice do futebol bisonho, digno de um time de várzea. E, claro, aconteceu o óbvio. O Brasil está fora da final da Copa dentro de sua própria casa. Vergonha e humilhação pelo placar!

Um time sem brio, sem criatividade, dependente de um único jogador – Neymar  – que quando ficou fora da Copa, por contusão, acabou levando a que seus companheiros ficassem sem opção de jogada, ao contrário da Alemanha, um time afinado e aplicado. Mas o que dizer da humilhação que nos foi imposta por este time frio e aplicado? Simplesmente que estamos envergonhados, nós brasileiros, de pensarmos que seríamos hexa e os melhores do Mundo.

Quem sabe na próxima Copa daqui a quatro anos, na Rússia, já tenhamos aprendido que futebol é um esporte coletivo e que não depende de um único jogador, mesmo que este jogador seja considerado a “estrela” do time. Que a lição da humilhação seja aprendida e que não tenhamos de passar novos vexames.

Que saudades da seleção de 1982, que mesmo perdendo – por caprichos dos Deuses do futebol – para a Itália, saiu de campo aplaudida. Em 1982 choramos porque sabíamos que éramos a melhor seleção na Copa da Espanha. Nesta terça choramos por termos sido humilhados. Qualquer desculpa agora não vale absolutamente de nada. Perdemos, e perdemos feio, humilhados que fomos na Copa das Copas. Fato!

 

 

 

 

 

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