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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Qual a ordem de importância dos presidenciáveis nos estados agora?

O Correio Braziliense faz uma análise hoje pertinente sobre o quadro sucessório à Presidência da República após a morte, de forma trágica, do ex-governador Eduardo Campos (PSB), candidato a sucessão presidencial. Diz o jornal: Quem disser o que vai ocorrer daqui para frente na campanha eleitoral estará chutando feio. O Brasil não perdeu apenas um candidato a presidente da República. Perdeu o homem que fazia a ligação entre as diversas correntes da política brasileira. Nos últimos dois anos, Eduardo Campos construiu pontes com o PSDB, de Aécio Neves, fortaleceu os laços com o PPS, o PDT. Até em meio aos aliados de Dilma Rousseff e do próprio PT, ele mantinha contatos. Foi essa capacidade que fez da união PSB-Rede algo palatável. 

Conversando hoje com um colega e amigo ele me dizia que Marina Silva poderá encontrar dificuldades dentro do PSB para viabilizar nestes dez dias a sua candidatura em substituição a Eduardo Campos. E por que ele me afirmava isso? Primeiro, porque Marina Silva tem posições antagônicas a de alguns filiados ao PSB. Caso, por exemplo, a do setor do agronegócio. Segundo, porque a Rede Sustentável de Marina pensa diferentemente do PSB de Campos, até mesmo no campo idelológico. Terceiro, diferentemente da Rede o PSB é pragmático. Concordei com ele, mas fiz algumas ressalvas.

Como disse o Correio, e isto explica até a análise do colega e amigo, Campos tinha o poder de aglutinação, o que talvez Marina não tenha, daí a afirmação do jornal de que foi essa capacidade de aglutinação que fez da união PSB-Rede “algo palatável”. Fato é que o PSB não tem outra alternativa, se quiser endurecer o jogo sucessório, de lançar Marina Silva candidata a presidente. E, isso, certamente implicará nos palanques nos estados. Daí a pergunta que faço no título deste texto.

Veja o caso do Rio Grande do Norte, por exemplo, caro leitor. No palanque do candidato a governador do PMDB, presidente da Câmara, Henrique Alves, tem três candidatos a presidente apoiados por políticos de diferentes partidos. Henrique Alves supostamente apoia a reeleição de Dilma Ruosseff (PT), porquanto o seu partido é aliado do governo no plano nacional. Contudo, Henrique é o candidato de Aécio Neves no Rio Grande do Norte e, quiçá, Aécio não é o candidato dele verdadeiramente. Depois Wilma de Faria, candidata ao Senado e companheira de chapa de Henrique, apoia, claro e óbvio, o candidato do seu partido que vier a suceder Eduardo Campos, provavelmente Marina Silva. E aí vem o DEM, do senador José Agripino Maia, coordenador nacional da campanha tucana.

Acaso Marina Silva assuma mesmo a candidatura à Presidência da República, não se deve esquecer que na última eleição ela obteve mais de 20 milhões de votos. É claro que não se pode dizer que ela é dona de todo esse capital eleitoral, porquanto cada eleição é uma eleição, mas também não se pode menosprezar isso. Marina assumindo a candidatura pode sim mudar o quadro sucessório no país com reflexões nos estados. Marina subindo e Aécio descendo, por exemplo, haverá segundo turno? Em caso de uma boa colocação nas pesquisas, Wilma de Faria traria Marina Silva ao Rio Grande do Norte? Aécio deixaria de ter a importância que tem hoje no palanque de Henrique Alves?

É como diz o Correio Braziliense: quem disser o que vai ocorrer daqui para frente na campanha eleitoral estará chutando feio.

A conferir!

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2 Responses to Editorial

  1. Carissimo Xará e Amigo Carlos!

    Efetuado o questioanamento vamos aos famosos “chutes”;
    Permita-me, por favor, partir da seguinte premissa:

    Foi-se o neto(Eduardo Campos)do histórico comunista Miguel Arraes, cria do socialismo do PSB, partido integrante do Foro de SP, fica como opção a “melancia” do pseudo partido REDE, conheçamos o histórico dessa que acredita ser a profeta salvadora do planeta.

    Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, nascida em 1958, doméstica, seringueira, ambientalista, pedagoga, ministra do Meio Ambiente, senadora do Acre por 16 anos exala um ar de Santa. Já foi protegida da Igreja Católica, mas, dá suas pitacadas nas igrejas evangélicas, onde tudo, para um político, é voto. É uma brasileira que deu certo, a educação a salvou.
    Iniciou sua carreira política no Partido Comunista Revolucionário (PCR) organização marxista que tinha o guarda chuva do PT. Companheira de luta de Chico Mendes ajudou a fundar a CUT no Acre, em 1985. Sua primeira vitória em 1988 se deu pelo PT, como a vereadora mais votada de Rio Branco, depois deputada Estadual e finalmente senadora. Graças a sua origem chegou a Ministra do Meio Ambiente no Governo Lula, depois, rompeu com o PT como é hábito nas “esquerdas”. Em 11 de junho de 2010, anunciou sua candidatura à Presidência da República, pelo PV, fez 20 milhões de votos, se desentendeu com os “companheiros” e entrou em stand by.
    Agora reaparece num partido chamado “REDE” “novo instrumento político da luta pela sustentabilidade e pela ampliação e aprofundamento da democracia no Brasil” posto a urgente necessidade de fazer frente “aos partidos existentes voltados à disputa do poder pelo poder, sem compromisso com um futuro sustentável e incapazes de enfrentar a profunda crise que se abate sobre a civilização e ameaça a continuidade da vida humana no planeta”.

    Análise feita para suas avaliações.

    Com carinho e admiração
    Profe Borto
    Passo Fundo – RS

  2. Carlos A. Barbosa disse:

    Perfeito. Me sinto na obrigação de publicá-la no blog com a sua permissão, claro. Abraço!

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