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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

“Forte Bombardeado”

– Ontem foi um dia curioso na Fundação José Augusto. Mas foi definitivo para compreendermos a dimensão da sujeira com que jogam os inimigos da administração petista na instituição. E mais do que isso, aferir o nível baixo do jogo de gente profundamente mau-caráter que movida por interesses escusos, não perde oportunidade de jogar a lama do esgoto moral onde vivem para tentar recuperar espaços.

O forte dos Reis Magos havia sido cedido pelo setor que o administra para uma confraternização dos quatro anos de existência de um site de Natal. Uma empresa, diga-se de passagem, séria, respeitada no mercado de eventos, havia solicitado e o setor responsável cedeu mediante um termo de conduta de que tudo ali seria devidamente preservado. Eventos dese tipo e até festas de grande porte acontecem em fortes do Brasil inteiro, como uma que Fábio Lima, diretor da FJA, assistiu há pouco tempo no Forte das Cinco Pontas, em Recife (PE).

Ocorre que o evento foi anunciado como um “lual” e, em função do apelo positivo que a imagem do Forte tem e da própria credibilidade dos eventos promovidos pela empresa produtora do evento, tomou uma dimensão de festa de grandes proporções, o que chegou ao conhecimento da direção geral pela mídia. Um e-mail ridiculamente assinado por uma “Maria Brasileira da Silva” com nome escrito em letras verdes e amarelas foi passado para centenas de pessoas causando uma grande apreensão em muita gente séria.

Quando a direção geral da Fundação tomou conhecimento da dimensão que o evento havia tomado e avaliou a inadequação do espaço para abrigá-lo, simplesmente determinou o cancelamento, convocou o diretor do eveto para uma conversa pessoal, respeitosa, fundamentada em argumentos estritamente culturais. Uma conversa conclusiva sobre o cancelamento do evento e arcou totalmente com a responsabilidade do gesto de acabar uma promoção de sucesso previamente garantido, que já tinha vendido centenas de ingressos antecipadamente.

O diretor-geral  da FJA deixou claro o objetivo de preservar, não as estruturas do Forte, mas para proteger a imagem de um prédio tombado pelo Patrimônio Histórico estadual e nacional, e que está tendo uma candidatura a Patrimônio Cultural da Humanidade, sendo negociada junto ao Iphan e ao MinC, para ser encaminhada à Unesco.

Digo que não se trata de preservar a estrutura, pois só um imbecil chapado, uma mente totalmente debilitada pode acreditar que uma fortaleza militar, cuja construção demorou 30 anos, que foi construído sobre arrecifes, para garantir que o embasamento fosse sólido, onde foram utilizados principalmente areia, óleo de baleia, bronze e grandes pedras de granito trazidas de Portugal, que está intacta há mais de quatro séculos resistindo a ataques bélicos do passado, poderia ser derrubado por um DJ. Cancelar a festa foi uma decisão lógica, que foi comunicada ao promotor do evento, que, repito em momento algum usou de má-fé. O cancelamento se deu pela inadequação do ambiente ao tipo e ao porte que o evento vinha alcançando.

Cultura não é o forte…

Depois da decisão, começaram a chegar os pedidos de entrevistas para falar sobre a permissão da festa, um grande ato público de protesto com agentes de turismo de Natal e toda a imprensa em frente à Fundação José Augusto estava sendo montado, sabe Deus por quem. Está claro que pelo trade não era, visto que a Fundação José Augusto realizou há poucos dias um Seminário sobre Turismo Cultural e de todo o trade, somente João Sabino compareceu e nenhum outro respeitável deu sinal de vida, visto que Turismo Cultural nunca foi o forte em nosso Estado de turismo tão competente.

Opção pelo errado

De repente as entrevistas todas foram canceladas, porque tinha espaço para falar do que se considerava errado, mas não tinha espaço para falar do que se considerava certo. Morreu o interesse dos holofotes quando se soube que a liberação não tinha partido do diretor-geral da Fundação e que a atitude de sua responsabilidade era o cancelamento.  Se não servia para queimar, para que noticiar?

Grande escândalo

Em seguida fomos informados por gente da área jurídica que um “escândalo de grandes proporções” estava sendo armado em cima do assunto. Até que a bolha de ar estourou diante da notícia óbvia do cancelamento. Uma gracinha as caras de tacho de quem já contava sentar no muro da Fundação para ver o PT descer a rampa. Foi caótico. Exauriram-se os sorrisos, as escopetas foram ensarilhadas. Fazer o quê? Se não rir da cara dessa gente escroque que fica por trás desse tipo de orquestração ridícula para tentar desmoralizar a administração petista da Fundação José Augusto.

A montanha pariu o rato

Há poucos dias foi armado um tremendo barraco em cima de uma atitude comportamental, de caráter estritamente pessoal, de um servidor qualificado da Fundação José Augusto. Um outro “grande escândalo” estava sendo montado, não sei se a nona ou a décima armação. E tudo fazia crer que a bomba de Hiroshima ia explodir de novo, sendo que dessa vez, como farsa e tagédia em plena rua Jundiaí, no Tirol. Foi de fazer rir, quando o cidadão disse que não era do PT. Acabou-se todo o escândalo e o “grave problema” passou a ser tratado como uma simples brincadeira. O melhor de tudo é que no famoso muro da Fundação José Augusto, todo mundo sabe quem é que está por trás dessas palhaçadas. E comentam, e riem e vêem essa gente se afundando na lata do lixo da história da instituição.

(Artigo do jornalista e presidente da FJA, Crispiniano Neto, publicado hoje no Jornal de Fato)

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