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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O título desse editorial parece mais um chavão, mas foi proposital. Refiro-me a mortandade de peixes e crustáceos nos rios Jundiaí e Potengi há cerca de duas semanas. O maior desastre ecológico que se tem nótícias no Rio Grande do Norte. Mas isso não ocorreu por acaso. Não foi por falta de aviso e de informações sobre o crime ambiental que vem sendo cometido nos últimos anos com o lançamento de dejetos, esgotos sanitários e produtos químicos como foi constatado agora por empresas de carcinicultura, principalmente no estuário do Potengi.
Como ocorreu com esses dois rios, acontece também com as dunas de Jenipabu, onde casas foram edificadas, e o Parque das Dunas, o segundo maior parque de preservação ambiental urbano do Brasil, perdendo apenas para a Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro, que está sofrendo um processo de degradação com a invasão de 76 famílias que até hoje, apesar do MP (Ministério Público) já ter determinado suas retiradas, através de uma ação contra o governo do estado e prefeitura, não saíram do local.
No caso do Parque das Dunas, além da degradação ambiental provocada pela retirada da vegetação nativa, éxiste também o problema da contaminação do lençol freático, e o próprio risco que as famílias que ali residem correm, pois com a devastação das dunas, as casas podem desmoronar com as chuvas, já que elas ficam praticamente na encosta do morro.
Como o governo é o responsável pela manutenção do Parque das Dunas e a prefeitura de Natal não tem uma política habitacional capaz de reinstalar as famílias que estão ocupando o Parque de maneira irregular, os dois poderes – estadual e municipal – só vão dar uma solução a esse grave problema – ambiental e social – depois que uma tragédia ocorrer. É a morte anunciada!
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