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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O debate não deveria ser sobre publicação satírica, mas, sim, sobre as causas e consequências do fundamentalismo teocrático, independente da religiosa a que ele pertença
por Diogo Costa, no Blog do Noblat
No caso em questão David Cameron [primeiro-ministro britânico] está certo.
A liberdade de expressão sem censura prévia é uma conquista civilizatória da humanidade. Já era reivindicada com ardor por Karl Marx quando este era jornalista, editor e editor-chefe da Gazeta Renana e da Nova Gazeta Renana, no século XIX.
Todo cidadão que se utiliza desta conquista histórica para cometer supostos crimes deve responder na justa medida da lei de seu respectivo país. A liberdade de expressão não significa e nunca significou a inimputabilidade perante aquilo que se diz, escreve ou reproduz.
No caso do Charlie Hebdo, não se trata de ser ou não ser a favor da publicação satírica que existe desde a década de 70, mas sim de se perguntar se uma publicação como essa tem ou não o direito de se expressar como entender ser conveniente. Ainda mais quando se trata de uma publicação sediada num país laico e republicano como a França.
Se infringirem as leis francesas, que respondam por isso e, se forem condenados, que cumpram com a devida pena.
É preciso respeito pelos usos e costumes dos diferentes povos? Sem dúvida alguma.
Mas o que vige na França, no Brasil e em outros países não é uma teocracia. Logo, os cidadãos vivem sob uma Constituição laica e se orientam não por dogmas confessionais tais ou quais, mas sim pela lei civil.
O problema não é uma ou outra charge, mas sim o fundamentalismo.
O grande debate não deveria ser sobre uma publicação satírica, mas. sim. sobre as causas e consequências do fundamentalismo teocrático, independente da confissão religiosa a que ele pertença.
Também seria importante fazer a reconstituição da chamada ”Primavera Árabe” e expor ao mundo quais os países que contribuíram direta ou indiretamente, e por motivos geopolíticos bem conhecidos, para que a Al Qaeda e o Estado Islâmico conseguissem crescer tanto em tão pouco tempo.
Criticar um pasquim ao invés de criticar o fundamentalismo e os fomentadores do fundamentalismo faria Voltaire e Karl Marx corarem de vergonha alheia.
Em tempo: Participe da enquete sobre o assunto na coluna à direita do blog
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