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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Artigo

A Indonésia e a Pena de Morte

por Valéria Fernandes

Não vi  o porquê de  tanto alarde por parte do governo Dilma pela execução do traficante Marco Archer.

Marco Archer já tinha antecedentes, não era um neófito no tráfico e tinha conhecimento das Leis da Indonésia.

Mesmo sabendo que a Lei contra o tráfico seria a “Pena de Morte”, mesmo assim, Marco Archer tentou burlar as Leis deste País.

Na cultura brasileira, pra muitos, não é aceitável a “Pena de Morte”.

Mas existe uma hipocrisia, muitos não querem ver, que a maior pena de morte o traficante faz todos os dias, causando a maior “desgraça”, “devasta”, nas famílias.

Mães que perdem seus filhos para os traficantes, famílias destruídas por causa das drogas.

A execução deste traficante não deve ter sido nada diante de tantas supostas vidas que foram ceifadas, separadas, por este traficante, através dos seus tráficos.

O tráfico é um dos piores crimes que pode causar à sociedade, provocando danos e, muito das vezes sem a menor chance de recuperação.

No Brasil o cidadão de bem está convivendo há muito tempo com a “Pena de Morte” por falta de segurança com a inércia do poder público.

Já são aproximadamente quase 60 mil homicídios por ano.

Não vejo nenhum alarde, pelos nossos políticos, em relação a falta de segurança da sociedade.

Parabéns à Indonésia como trata suas Leis, com seriedade, fazendo valer com rigor.

Concordo com o governo da Indonésia quando disse: “Respeitem nossas Leis”.

Afinal, o Brasil (País da Corrupção)  não tem moral nem credibilidade para querer frear a legislação deste país.

Com certeza este traficante havia esquecido que “Jeitinho brasileiro”, só existe no Brasil.

Para conhecer a cultura de um país basta olhar para suas LEIS.

Que a execução deste traficante sirva de “reflexão” aos nossos legisladores, que deveria existir pelo menos “Pena Perpétua”.

Que nosso CP (Código Penal), que já se arrasta desde 1940, seja urgentemente repensado na atual situação que estamos vivendo.

* Valéria Fernandes é Consultora Política em
Goiânia (GO) e colaboradora eventual do blog

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9 Responses to A Indonésia e a Pena de Morte

  1. Alexandre Mendelssohnde Araújo Mourão disse:

    Concordo em tudo que o amigo falou.
    Problema nesse governo de desmando, sem autoridade onde a maior corte do pais tira corrupto da cadeia e bota pra cumprir pena no conforto da casa tem de estranhar mesmo…esse governo e esse nosso judiciário de vergonha não entendem o quê é cumprir lei

  2. Raphael Werneck disse:

    Muito bom. Tudo verdade!! Para se sujeitar a pena de morte não precisamos ser executados. E concluo: O criminoso não é só aquele que aperta o gatilho!!

  3. Eduardo Toledo disse:

    Excelente!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Penso exatamente igual……e vc Valéria foi feliz em dizer que:
    “Mas existe uma hipocrisia, muitos não querem ver, que a maior pena de morte o traficante faz todos os dias, causando a maior “desgraça”, “devasta”, nas famílias.”
    Achei a atitude da Dilma inconveniente, mesmo porque, não temos leis eficazes, e pior, as que ainda restam não são aplicadas e muito menos respeitadas.
    Abraço

  4. Decargarcia disse:

    Concordo plenamente, não era uma vítima do sistema como mais uma vez o governo tentou mostrar. Inveja da Indonésia.

  5. Voz do Povo disse:

    Verdade dura, entretanto, a pena de morte de morte no Brasil passa pela desordenação e desorganização do país. Mas quanto à execução, respeito as leis e a soberania do povo Indonésio. Caro Barbosa, urge a necessidade da retomada de discussão de leis mais duras como prisão perpétua para crimes hediondos. Vale lembrar que a Indonésia é um país subdesenvolvido, diariamente são mortos 50 jovens em detrimento do tráfico que mesmo com as leis mais severas tem aumentado o índice, pois a demanda e os preços pelo produto “vale à pena arriscar.” Mantenho contato com amigos e digo, setenta por cento do povo Indonésio são a favor da pena de morte. Outro caso que está sendo veiculado na mídia, em razão de uma Australiana condenada e liberada, vale lembrar que foi em 2014. Após a eleição do novo presidente, o mesmo tem intensificado na luta contra o narcotráfico.

  6. Luiz Carlos disse:

    A CF de 88 em seu inciso XLIII, do Art. 5º trata o tráfico ,junto com genocídio e o terrorismo como crimes hediondos e insuscetível de graça ,indulto ou perdão. Como está explicitado no próprio inciso, independe de leis regulamentares posteriores ,ou seja, é de aplicação imediata.

  7. Antônio Ramos Filho disse:

    Muito oportuno e sensato seu artigo Valéria! O que há demais é sensacionalismo e hipocrisia mesmo. O respeito às leis é questão séria. Infelizmente predomina uma total inversão de valores.

  8. jair neves disse:

    So queria saber uma coisa??? Essa regra da pena de morte se aplica no povo da Indonesia também ou é so para estrangeiro???.

    • Carlos A. Barbosa disse:

      Muito bom dia, Jair. Respondendo a sua pergunta, a Lei da Pena de Morte na Indonésia é válida também para quem é de lá. Não é só para estrangeiros.

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