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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O nefasto toma lá da cá tão criticado por Zé Dias
Analisando atentamente a entrevista do deputado José Dias (PSD), concedida ontem após o colega Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB) ser homologado presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, faço a seguinte leitura: o toma lá dá cá costumeiro nas casas legislativas, não cumprido pelo governador Robinson Faria, como o próprio parlamentar afirma, tão criticado pelo próprio Zé Dias, teria sido o motivo do ruído entre ele e o governo.
Senão vejamos: na sua peculiar sinceridade, Zé Dias disse que por meio dele o governo conseguira amplo apoio político para aprovar medidas urgentes de governabilidade, como as mudanças no Fundo Previdenciário e o empréstimo de R$ 850 milhões junto ao Banco do Brasil e que a contrapartida disso seria a reeleição do deputado Ricardo Motta (Pros) para presidir a Casa por mais quatro anos. Para tanto, Robinson, de acordo com Dias, prometera não interferir no processo sucessório da mesa diretora.
Pois muito bem, caro leitor: se o acordo foi realmente este, o que o governador nega, dizendo que se fosse para opinar na eleição da Assembleia só o faria se Zé Dias fosse candidato à presidência, fica caracterizado o toma lá da cá do grupo que apoiava Ricardo Motta, ou seja, só se aprova as medidas urgentes de governabilidade se o governador apoiar a reeleição de Ricardo Motta.
O que disse Zé Dias na entrevista sobre a fusão dos fundos previdenciários:
– Conseguimos aprovar e digo a vocês que foi contrariando minhas convicções ideológicas porque foi contra minha concepção de administração, finanças e gestão responsável. Porque era sacar contra o futuro do Rio Grande do Norte, mas só tínhamos esse caminho. Se não fosse isso, o governo estaria devendo dezembro e janeiro. No governo anterior houve saque acima do permitido. Qual era minha expectativa? Que nós resolveríamos o problema de dezembro e faríamos esforço para diminuirmos os saques desse fundo, senão vai acabar logo. É um balão de oxigênio: se não for realimentado, se acaba. Para que isso fosse possível foi necessário haver acordo geral nesta casa. Eu briguei nesse período com a própria equipe do governo dele. Com pessoas ligadas a ele, que não queriam que o empréstimo fosse aprovado porque isso obrigaria o governador a cumprir os compromissos que tinham com Ricardo Motta.
O que é estranho nisso tudo é que nem todos os 24 deputados com assento na Casa, me parece, estavam de acordo com o “toma lá da cá”, porque o deputado Álvaro Dias (PMDB), após ser eleito e diplomado, já falava em ser candidato a presidente, e a candidatura de Ezequiel Ferreira foi articulada por um grupo de parlamentares insatisfeitos com a postura do então presidente, que segundo uma fonte, não vinha cumprindo os compromissos com eles. A bem da verdade a candidatura de Ezequiel foi articulada uma semana antes do pleito, conforme noticiei no blog na sexta-feira.
O problema aí é que o grupo de deputados que apoiava a reeleição de Ricardo Motta esqueceu de combinar isso com os russos, que no caso eram os deputados insatisfeitos com a sua postura como presidente da Assembleia Legislativa. Deu no que deu. O resto é conversa pra boi dormir.
Caro, leitor, faça a sua leitura!
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