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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

A democracia em frangalhos

O acirramento, antes apenas nas redes sociais, tomou conta das ruas e agora chega ao Congresso Nacional. Nesta quinta-feira (7) tivemos um exemplo claro disso quando senadores trocaram farpas numa audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária.

Um bate-boca foi iniciado durante a intervenção do líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, na sessão de debate com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, sobre ações da pasta e os casos de desapropriação de terra pelo Brasil.

Foi então que o senador Donizeti Nogueira (PT-PI), que até então apenas ouvia a intervenção de Caiado, resolveu contestar o colega de Senado, provocando uma gritaria e troca de ofensas entre ambos. Donizeti menciona “o líder da UDR [União Democrática Ruralista, fundada em 1985]” e dá início a um bate-boca sobre assassinatos. “Nesse assunto vossa excelência é professor catedrático. Conhecedor profundo de assassinato”, rebateu Caiado.

Caro leitor, aonde vamos parar. A nossa democracia está literalmente em frangalhos. Nem os parlamentares, ditos representantes do povo, se respeitam mais. Afora a crise ética e moral que a classe política atravessa, temos agora uma crise de escrúpulos, que me parece sem fim.

Temo pela ordem social na próxima segunda-feira (11) quando o relatório do impeachment da presidenta Dilma, já aprovado pela Comissão Especial da Câmara for colocado em votação no Plenário da Casa. Queira Deus estar errado, mas a sessão não será tranquila e terá reflexo nas cercanias do Congresso Nacional.

A crise ética, moral e de falta de escrúpulos que chegou à classe política brasileira nos faz fazer esta leitura. Nunca pensei em ver cenas de brigas de botequim no Parlamento brasileiro. Democracia pressupõe o debate de ideias e não cenas de MMA.

Os telejornais acabam sendo programas proibidos para menores de 18 anos tal a imoralidade que se ver na política brasileira. Dia sim outro sim as notícias parecem mais policiais do que propriamente políticas e aí cabe relembrar aquela famosa música do saudoso grupo musical Originais do Samba “Se gritar pega ladrão não fica um meu irmão”.

Que a frágil democracia brasileira sobreviva a mais este golpe, ou seja, o golpe da indecência.

A conferir!

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