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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no g1
A América Latina é um mero quintal dos Estados Unidos, que têm todo poder para determinar os rumos dos países da região conforme seus próprios interesses?
Esse é um dos temas de estudo da acadêmica e jornalista britânica Grace Livingstone, autora do livro America’s Backyard: The United States and Latin America from the Monroe Doctrine to the War on Terror (“O Quintal da América: Os EUA e a América Latina, da Doutrina Monroe à Guerra ao Terror”, em tradução livre).
A Doutrina Monroe, criada em 1823 durante o governo do presidente americano James Monroe (1758-1831), afirmava que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental seria vista pelos EUA como uma ameaça direta à sua segurança.
No início do século 20, a ideia foi resgatada pelo presidente Theodore Roosevelt (1858-1919), que disse que os EUA poderiam intervir em países da região para estabilizar governos considerados incapazes de cumprir obrigações internacionais.
O “corolário Roosevelt”, como ficou conhecido, colocava em prática uma das máximas do presidente: “fale com suavidade e tenha à mão um grande porrete, assim você irá longe”.
A ação do governo de Donald Trump na Venezuela na semana passada — com bombardeio à Caracas e prisão de Nicolás Maduro — revelou ao mundo uma nova faceta da Doutrina Monroe, ou o que Livingstone e outros analistas chamam de uma espécie de “corolário Trump”.
Alguns também falam em “Doutrina Donroe”, uma combinação dos nomes Donald e Monroe.
O próprio governo Trump citou a Doutrina Monroe em sua Estratégia de Segurança Nacional publicada em dezembro.
Mas essa nova Doutrina Monroe perseguida por Trump é diferente do que se viu no passado, afirma Livingstone.
“Os EUA abandonaram qualquer pretensão de que isso tenha sido feito pelo bem da democracia”, afirma em entrevista à BBC News Brasil a acadêmica britânica, que é ligada ao Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
“Até mesmo o corolário Roosevelt dizia que os EUA desempenhariam, se necessário, o papel de uma força policial internacional. [A ação na Venezuela] não tem nada a ver com defender o Estado de Direito ou o sistema internacional”, diz Livingstone.
“É uma defesa direta dos interesses dos EUA, para controle de recursos e dos interesses das empresas americanas. É muito mais explícito.
Na segunda-feira (5/1), enquanto Maduro comparecia a um tribunal em Nova York onde está sendo acusado de supostas ligações com o narcotráfico, o departamento de Estado dos EUA publicou no X (antigo Twitter) uma mensagem com uma foto de Trump que remete à Doutrina Monroe.
A postagem afirma: “Este é o NOSSO hemisfério, e o Presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada.”
Outra distinção importante, segundo Livingstone, na nova Doutrina Monroe é o alvo da mensagem americana: enquanto no passado o recado era para potências europeias, que haviam colonizado a América Latina, desta vez o “concorrente não hemisférico” é a China — cujo crescimento econômico se baseia em parte nos seus investimentos feitos na região.
“A China é uma das maiores preocupações de segurança do governo Trump. Eles veem a China como a maior ameaça e o maior concorrente”, diz Livingstone.
“Esta é uma mensagem muito clara de que eles querem a China fora de sua esfera de influência.”
No entanto, ela acredita que nem todos os aspectos desse corolário Trump estão completamente definidos. Em parte, por haver diferentes visões sobre a América Latina dentro do próprio governo Trump.
Livingstone diz que o secretário de Estado, Marco Rubio, possui uma agenda mais ideológica para a região, com ambições de mudanças de regime em lugares como Venezuela, Nicarágua e Cuba.
Já o próprio presidente Trump teria interesses mais transacionais e econômicos — e seu objetivo maior seria abrir mercado para empresas americanas, aceitando negociar com governos de diferentes ideologias.
Foto reproduzida da Internet
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