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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

por Carlos Alberto Barbosa
O ano começou e já estamos na metade de janeiro e as oposições ao governo da professora Fátima Bezerra (PT), candidata natural a reeleição, ainda continuam atrás de um nome para sair candidato a governador nas eleições de outubro. Nos meus tempos de redação no saudoso Diário de Natal, se dizia que as conversas já se iniciaram nas varandas da praia de Jacumã, como bem lembrou outro dia, numa entrevista, o secretário estadual de Gestão de Projetos e Metas e Coordenador do Governo Cidadão, Fernando Mineiro, que disse que nunca foi convidado para participar destas conversas (rsrsrs).
Hoje não se fala mais nas varandas de Jacumã, até porque a “República de Jacumã”, diria, já não existe mais. Seus caciques foram aposentados pelas urnas. Contudo, um deles, o ex-senador José Agripino Maia (DEM), anda dando palpites. Lembrou o nome do prefeito Álvaro Dias (PSDB) para sair candidato. Não é a primeira vez que Dias é lembrado. O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, andou sondando o prefeito de Natal depois do fracasso de lançar o nome do ex-prefeito de Lajes e atual deputado federal, Benes Leocádio (Republicanos), à sucessão da governadora Fátima Bezerra.
Esses entendimentos, com a participação de José Agripino e Rogério Marinho, me fazem lembrar o apoio que os dois políticos deram para eleger Micarla de Souza prefeita de Natal anos atrás. O resultado todos sabem! Imagine, caro leitor, um palanque tendo como candidato a governador Álvaro Dias, defensor de remédio contra verme para combater a Covid-19, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, pré-candidato ao Senado, e ferrenho defensor das reformas que retiraram direitos da classe trabalhadora – foi relator da reforma trabalhista e ex-secretário Especial de Previdência Social do governo de Jair Bolsonaro. No início do governo Bolsonaro, Marinho foi escolhido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para comandar a Previdência por sua “experiência” como relator e maior defensor da reforma Trabalhista que extinguiu mais de 100 itens da CLT e legalizou formas precárias de trabalho, como o contrato intermitente. Sem falar no “tratoraço”, que envolve diretamente o ministro do Desenvolvimento Regional.
Bom, José Agripino todos sabem o seu currículo como político. A última foi a decisão do MPF (Ministério Público Federal) ter acatado denúncia contra ele em dezembro último, por peculato e associação criminosa. Agripino é acusado de manter durante sete anos um funcionário fantasma em seu gabinete enquanto senador. O valor salarial recebido pelo funcionário era repassado a outra pessoa e também ao ex-senador, segundo a denúncia. Uma “rachadinha”, digamos assim, bem em voga atualmente. Em nota, o advogado de defesa Fabrízio Feliciano afirmou que o ex-senador José Agripino Maia refuta “veementemente a acusação de ter contratado funcionário fantasma para o seu gabinete enquanto Senador da República”.
A defesa afirma que a acusação é baseada em dados compartilhados pelo COAF com o Ministério Público Federal, “aos quais a defesa vem, incansavelmente, buscando acesso integral, sem êxito, por entender que a narrativa contida na acusação está absolutamente equivocada, além de inexistir nos autos do processo, quanto ao referido compartilhamento, a comprovação das formalidades legais exigidas pelo Supremo Tribunal Federal, o que implica inaceitável prejuízo ao direito de defesa”.
Estou relatando os fatos para lembrar ao leitor-eleitor o palanque que pode ser formado pelas oposições. O prefeito Álvaro Dias disse que o que prometeu em campanha aos natalenses vai “cumprir”, ou seja, terminar o mandato. Caso seja mordido pela “Mosca Azul”, corre o risco de ter ao seu lado Rogério Marinho, como candidato ao Senado apoiado pelo negacionista Jair Bolsonaro, e Agripino Maia, um político já aposentado pelas urnas e sob os olhares da justiça.
Já o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), não se definiu ainda quanto a que cargo eletivo concorrerá nas eleições vindouras. Se a senador, a governador ou até mesmo deputado estadual, que não está fora de cogitação. Ele analisa o cenário político à espera do lançamento da pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Carlos já foi sondado também pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, que tem pretensões ou tinha, de sair candidato ao Senado. Faria sonha ainda em ser o nome para compor chapa com o presidente Bolsonaro no seu projeto de reeleição. Fábio Faria se envolveu num imbróglio recentemente ao participar de um evento, em Orlando (EUA), ao lado do blogueiro bolsonarista, Allan dos Santos, foragido da Justiça, que o chamou de “covarde” por ele – Fábio Faria – ter dito que se soubesse da participação do blogueiro no evento não teria comparecido.
Ah, que saudades da “República de Jacumã”, neste período tudo já estava bem encaminhado e a imprensa com farto noticiário. Hoje, as redes sociais é que comandam à sucessão, ou pelo menos acham.
Foto: Território Livre
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