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Os eventos do bicentenário da Independência neste 7 de Setembro foram marcados por atos em tom de campanha [1] protagonizados por Jair Bolsonaro [2] (PL [3]), que tenta a reeleição; manifestações de apoiadores do presidente, que empunharam faixas com dizeres antidemocráticos; e um desfile militar comemorativo na Esplanada dos Ministérios [4] com presença dos presidentes de Portugal, Cabo Verde e Guiné-Bissau.
Em suas duas aparições públicas após o ato oficial – a primeira, na manhã da quarta-feira (7), em Brasília, e a segunda, à tarde, no Rio –, Bolsonaro usou a data para promover comícios diante de milhares de pessoas e fez discursos nos quais:
- pediu votos na eleição de outubro [1], durante pronunciamento na capital federal, falou que o Brasil trava uma luta “do bem contra o mal” e defendeu pautas conservadoras;
- atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula [5] da Silva (PT [6]), seu principal adversário na disputa pelo Planalto e líder nas pesquisas, a quem chamou de “ladrão” e “quadrilheiro”;
- sugeriu uma comparação entre primeiras-damas e referiu-se à mulher, Michelle Bolsonaro, como “mulher de Deus, família e ativa em minha vida”;
- também ao lado de Michelle, puxou coro de “imbrochável” [7] e sugeriu que homens solteiros “procurem uma princesa”;
- sem citar nenhum caso específico, afirmou que, caso reeleito, levará para “dentro” das quatro linhas da Constituição “todos aqueles que ousam ficar fora delas”;
- misturou propaganda eleitoral com exibições militares [8], em Copacabana, aonde chegou à tarde após ter participado de um passeio de moto no Rio;
- ainda no Rio, falou que o Estado é laico e declarou-se cristão e criticou quem é de esquerda;
- argumentou que seu governo teve de lidar com a pandemia de Covid-19 (“lamentamos as mortes, veio aquela errada política do ‘fique em casa'”) e os reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia;
e destacou programas do governo, como o Auxílio Brasil, citando também a recente redução do preço dos combustíveis. - pediu votos na eleição de outubro [1], durante pronunciamento na capital federal, falou que o Brasil trava uma luta “do bem contra o mal” e defendeu pautas conservadoras;
- atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula [5] da Silva (PT [6]), seu principal adversário na disputa pelo Planalto e líder nas pesquisas, a quem chamou de “ladrão” e “quadrilheiro”;
- sugeriu uma comparação entre primeiras-damas e referiu-se à mulher, Michelle Bolsonaro, como “mulher de Deus, família e ativa em minha vida”;
- também ao lado de Michelle, puxou coro de “imbrochável” [7] e sugeriu que homens solteiros “procurem uma princesa”;
- sem citar nenhum caso específico, afirmou que, caso reeleito, levará para “dentro” das quatro linhas da Constituição “todos aqueles que ousam ficar fora delas”;
- misturou propaganda eleitoral com exibições militares [8], em Copacabana, aonde chegou à tarde após ter participado de um passeio de moto no Rio;
ainda no Rio, falou que o Estado é laico e declarou-se cristão e criticou quem é de esquerda;
argumentou que seu governo teve de lidar com a pandemia de Covid-19 (“lamentamos as mortes, veio aquela errada política do ‘fique em casa'”) e os reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia;
e destacou programas do governo, como o Auxílio Brasil, citando também a recente redução do preço dos combustíveis.
Na noite da quarta, o presidente Bolsonaro ainda publicou uma série de nove posts no Twitter para falar sobre a data.
“Hoje, mais do que nunca, pudemos assistir e sentir o despertar do patriotismo e do profundo amor pelo Brasil. As ruas foram tomadas pelas cores de nossa linda bandeira e nosso glorioso hino nacional foi cantado por milhões de homens e mulheres, de todas idades, classes e cores”, disse na primeira mensagem.
Em outra, escreveu: “O Brasil era impossível, mas se tornou real: somos um milagre em forma de nação” (leia mais ao final desta reportagem).
Na cerimônia oficial, que ocorreu no início da manhã na Esplanada, o presidente assistiu ao desfile acompanhado por militares e por Luciano Hang, um dos empresários bolsonaristas que, no final de agosto, foram alvo de mandados de busca e apreensão [9]por compartilharem mensagens golpistas [10] em um grupo de WhatsApp. Ao lado de Bolsonaro, estava ainda o pastor Silas Malafaia, que à tarde participou do ato em Copacabana.
Mesmo convidados, estiveram ausentes do desfile na capital federal os presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco [11] (PSD-MG); da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PL-AL); e do STF, Luiz Fux [12].
Depois da cerimônia, Bolsonaro discursou em um trio elétrico em uma manifestação organizada por seus apoiadores, na outra faixa da Esplanada. Ao lado da primeira-dama, do candidato a vice, Braga Netto, e de empresários aliados, o presidente mencionou diretamente o dia da eleição, 2 de outubro.
Após as manifestações, outros candidatos à Presidência repudiaram o uso da data para campanha eleitoral e criticaram as falas de Bolsonaro [13].
Reação de presidenciáveis
Outros candidatos à Presidência criticaram as declarações de Bolsonaro ao longo do dia.
Lula divulgou um vídeo nas redes sociais um vídeo no qual reagiu aos termos “ladrão” e “quadrilheiro” usados pelo presidente no discurso no Rio [14]. “[…] Ele deveria estar explicando para o povo como é que a família juntou R$ 26 milhões em dinheiro vivo para comprar 51 imóveis. É isso que ele tem que explicar”, afirmou o petista.
Em campanha por cidades históricas de Minas Gerais, Ciro Gomes [15] (PDT [16]) afirmou que um “presidente imbecil e criminoso” transformou um ato cívico em um comício [17] com milhões de recursos públicos envolvidos.
Já Simone Tebet [18] (MDB [19]), que estava em campanha pelo interior paulista, classificou como “lamentável” uma das falas de Bolsonaro e disse: “Nós vamos tirá-lo da Presidência da República porque está fazendo mal par ao Brasil” [20].
Foto reproduzida da Internet
Em tempo: confira o meu comentário sobre o assunto no BB News TV aqui no Blog e no Canal YouTube clicando aqui [21]