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Bolsonaro usa 7 de Setembro para fazer campanha, puxa coro machista e reúne multidões em atos com faixas antidemocráticas

Está no g1

Os eventos do bicentenário da Independência neste 7 de Setembro foram marcados por atos em tom de campanha [1] protagonizados por Jair Bolsonaro [2] (PL [3]), que tenta a reeleição; manifestações de apoiadores do presidente, que empunharam faixas com dizeres antidemocráticos; e um desfile militar comemorativo na Esplanada dos Ministérios [4] com presença dos presidentes de Portugal, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

Em suas duas aparições públicas após o ato oficial – a primeira, na manhã da quarta-feira (7), em Brasília, e a segunda, à tarde, no Rio –, Bolsonaro usou a data para promover comícios diante de milhares de pessoas e fez discursos nos quais:

Na noite da quarta, o presidente Bolsonaro ainda publicou uma série de nove posts no Twitter para falar sobre a data.

“Hoje, mais do que nunca, pudemos assistir e sentir o despertar do patriotismo e do profundo amor pelo Brasil. As ruas foram tomadas pelas cores de nossa linda bandeira e nosso glorioso hino nacional foi cantado por milhões de homens e mulheres, de todas idades, classes e cores”, disse na primeira mensagem.

Em outra, escreveu: “O Brasil era impossível, mas se tornou real: somos um milagre em forma de nação” (leia mais ao final desta reportagem).

Na cerimônia oficial, que ocorreu no início da manhã na Esplanada, o presidente assistiu ao desfile acompanhado por militares e por Luciano Hang, um dos empresários bolsonaristas que, no final de agosto, foram alvo de mandados de busca e apreensão  [9]por compartilharem mensagens golpistas [10] em um grupo de WhatsApp. Ao lado de Bolsonaro, estava ainda o pastor Silas Malafaia, que à tarde participou do ato em Copacabana.

Mesmo convidados, estiveram ausentes do desfile na capital federal os presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco [11] (PSD-MG); da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PL-AL); e do STF, Luiz Fux [12].

Depois da cerimônia, Bolsonaro discursou em um trio elétrico em uma manifestação organizada por seus apoiadores, na outra faixa da Esplanada. Ao lado da primeira-dama, do candidato a vice, Braga Netto, e de empresários aliados, o presidente mencionou diretamente o dia da eleição, 2 de outubro.

Após as manifestações, outros candidatos à Presidência repudiaram o uso da data para campanha eleitoral e criticaram as falas de Bolsonaro [13].

Reação de presidenciáveis

Outros candidatos à Presidência criticaram as declarações de Bolsonaro ao longo do dia.

Lula divulgou um vídeo nas redes sociais um vídeo no qual reagiu aos termos “ladrão” e “quadrilheiro” usados pelo presidente no discurso no Rio [14]. “[…] Ele deveria estar explicando para o povo como é que a família juntou R$ 26 milhões em dinheiro vivo para comprar 51 imóveis. É isso que ele tem que explicar”, afirmou o petista.

Em campanha por cidades históricas de Minas Gerais, Ciro Gomes [15] (PDT [16]) afirmou que um “presidente imbecil e criminoso” transformou um ato cívico em um comício [17] com milhões de recursos públicos envolvidos.

Já Simone Tebet [18] (MDB [19]), que estava em campanha pelo interior paulista, classificou como “lamentável” uma das falas de Bolsonaro e disse: “Nós vamos tirá-lo da Presidência da República porque está fazendo mal par ao Brasil” [20].

Foto reproduzida da Internet

Em tempo: confira o meu comentário sobre o assunto no BB News TV aqui no Blog e no Canal YouTube clicando aqui [21]


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