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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Olá amigos e amigas! Falo hoje sobre a PEC que trata da volta do voto impresso nas eleições brasileiras. A deputada bolsonarista Bia Kiss, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, anunciou que a Comissão Especial que vai tratar do assunto deverá ser criada na próxima semana
Olá amigos e amigas! Por mais que a oposição tente, através de dois ministros do governo Bolsonaro – Fábio Faria e Rogério Marinho – plantando mentiras em sites sem credibilidade e em redes sociais, não consegue colocar um “bode expiatório” nas ações do governo petista da professora Fátima Bezerra no combate a pandemia no Rio Grande do Norte. Ouça e veja o meu comentário sobre o assunto
Olá amigos e amigas! Quero parabenizar a deputada Natália Bonavides (PT-RN), que teve a sensibilidade de destinar R$ 2 milhões de emenda parlamentar do Orçamento de 2021 para o governo do Rio Grande do Norte comprar vacinas para imunizar a população potiguar contra o coronavírus. Este o assunto do meu comentário
Olá amigos e amigas! O assunto hoje, como não poderia deixar de ser, é a votação do mérito do habeas corpus que trata da anulação das sentenças contra Lula na Lava Jato. Ontem, o Supremo decidiu por 9 votos a dois que o caso iria ao plenário da corte hoje, mesmo o ex-presidente tendo vencido na Segunda Turma e anulado as sentenças, inclusive, com o ex-juiz Sergio Moro, sendo considerado parcial no julgamento dos processos.
Olá amigos e amigas! O meu comentário é sobre a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), que cedeu as pressões do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e instalou a CPI da Covid que agora vai investigar não só as ações do governo federal no combate à Covid, como também de estados e municípios
Olá amigos e amigas! Falo hoje sobre a falta de decoro do presidente Jair Bolsonaro que o cargo exige. A incitação à desarmonia entre os poderes e o confronto com a Federação feitas por Bolsonaro na conversa com o senador Jorge Kajuru, ambos descritos na Lei 1.079 como crimes de Responsabilidade, por si só já gera motivos para o impedimento do presidente da República
por Helena Chagas, no Jornalistas pela Democracia
Já ouvimos gravações constrangedoras e questionáveis de conversas de presidentes da República, como as de Michel Temer aconselhando Joesley Batista a ”manter isso, viu” para Eduardo Cunha, ou a de Itamar Franco paquerando ao telefone a moça que se postara ao lado dele sem calcinha na Marquês de Sapucaí. Jamais, porém, se ouviu áudio tão escancaradamente indecoroso como o de Jair Bolsonaro pressionando um senador da República a ampliar o escopo de investigação de uma CPI para que esta vá além do governo federal, atingindo estados e municípios, para evitar um “relatório sacana”.
Pior ainda, nunca antes nesse país veio a público a conversa de um presidente instando um membro do Legislativo a agir para abrir processos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal. Não se sabe se a postagem do áudio do diálogo pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania – GO) foi autorizada ou não por Bolsonaro. Se não, ele tem que acusar o senador. Se foi, acabou sendo um tremendo tiro no pé.
Já há até iniciativas para apresentação de um centésimo quinto pedido de impeachment contra o próprio Bolsonaro, já que o diálogo fere de morte o decoro presidencial, além de incitar um poder contra o outro e azedar de vez a relação com estados e municípios. Numa só tacada, o presidente da República estimulou conflitos entre os Poderes e conflagrou as relações federativas para tentar escapar da CPI da Pandemia.
” Se não mudar o objetivo da CPI, ela vai vir para cima de mim”, disse candidamente o presidente ao senador, prosseguindo: ” Se não mudar, a CPI vai simplesmente ouvir o Pazuello, ouvir gente nossa, para fazer um relatório sacana”, completou, instando Kajuru e transformar ” o limão numa limonada” peticionando o Supremo para o Senado dar andamento aos pedidos de impeachment contra seus próprios ministros – o que, aliás, ele fez.
Se quisesse afastar Bolsonaro do cargo, o Congresso não precisaria disso, pois há ao menos mais 104 oportunidades na gaveta da Câmara, versando sobre os crimes de responsabilidade mais diversos. Pelo jeito, não quer. Ou, melhor dizendo, até agora não queria. Vamos ver depois da CPI, que começou como um fantasma distante mas que, agora, com a ajuda do próprio Bolsonaro, vai se materializando.
Depois disso, não restam dúvidas de que quarta-feira, o plenário do STF irá respaldar sua instalação, determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso. Também diminuem sensivelmente as chances de a CPI ser esvaziada de início. A pressão da opinião pública diante de mais de 350 mil mortos começa a pressionar os senadores. Nenhum deles concordou até agora em retirar sua assinatura, apesar dos apelos do Planalto. Se quiser mudar os ânimos no tapete azul, Bolsonaro terá que desembolsar, de imediato, alguns ministérios. É a aposta para as próximas horas.
* Helena Chagas é jornalista, foi ministra da Secom e integra o Jornalistas pela Democracia