E-book

Baú de um Repórter

O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.

Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Arquivos por Categoria: YouTube

YouTube

Elba Ramalho – Você se lembra

Compartilhe:
YouTube

Causos que marcaram os 13 anos do Blog: O adeus a Alírio Guerra e Glênio Sá

Está no Baú de um Repórter

Como jornalista já vivenciei várias situações das quais algumas me marcaram para o resto da vida. Era repórter de Política do Diário de Natal e na campanha para governador nas eleições de 1990 cobri a campanha do então candidato Salomão Gurgel (PT). Sempre à procura de informações as minhas fontes eram as mais diversas dentro dos partidos que formavam a coligação de apoio à candidatura Salomão Gurgel. Duas delas eram do PC do B: Alírio Guerra e Glênio Sá. Vamos ao fato:

No dia 26 de julho de 1990, os comunistas Glênio Sá e Alírio Guerra perdiam a vida num acidente de carro no Rio Grande do Norte. Glênio fora guerrilheiro no Araguaia, preso pelos militares em 1972 e libertado apenas em 1975. Naquele ano de 1990, percorria o estado para fazer sua campanha para senador, juntamente com o seu companheiro de lutas Alírio Guerra.

A notícia do trágico acidente surpreendeu o mundo político do Rio Grande do Norte. Me encontrava na hora, por volta das 14h30 na sede do PC do B, em Natal, à procura de informações sobre a campanha de Salomão Gurgel quando a notícia da morte dos dois chegou. Foi uma grande correria. Checa daqui, checa dali e veio a confirmação. Todos ficaram transtornados. No dia seguinte o destaque dos jornais era a morte de Glênio Sá e Alírio Guerra. Não poderia ser outro.

Fui escalado para cobrir o velório e o sepultamento dos dois comunistas. O velório aconteceu no antigo Centro de Velório, na avenida Hermes da Fonseca, e o sepultamento simultâneo no Cemitério de Nova Descoberta, localizado no bairro de mesmo nome. O cortejo fúnebre ocupou as duas vias da Hermes da Fonseca – mão e contramão – tantos eram os carros acompanhando até o local dos sepultamentos.

Próximo ao cemitério, os automóveis começam a ser estacionados e as pessoas saem em direção ao local já cantando a música “Canção da América”, de Milton Nascimento. Em uníssono a música aos poucos vai tomando conta da rua que dá acesso ao cemitério. Um momento raro e de grande emoção. Nunca tinha presenciado um momento como aquele antes.

Até a hora das urnas baixarem as sepulturas as pessoas continuavam cantando “Canção da América”. Realmente, nessa minha vida de jornalista jamais esquecerei esse momento. Um momento de tristeza mas ao mesmo tempo um momento bonito, de amizade, de fraternidade, raro nos dias de hoje. Pra mim uma coisa inesquecível que guardo até hoje entre as minhas lembranças de redação.

Compartilhe:
YouTube

John Lennon – Imagine

Compartilhe:
YouTube

`Fora, Bolsonaro´, grita a jogadora de vôlei Carol Solberg após conquistar medalha

E

A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg protestou neste domingo (20) contra o presidente Jair Bolsonaro após conquistar a medalha de bronze na etapa de Saquarema (Rio de Janeiro) do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia.


“E só para não esquecer: fora, Bolsonaro!”, disse a atleta em entrevista concedida à Sport TV

Compartilhe:
YouTube

Maria Gadú – Shimbalaiê

Compartilhe:
YouTube

Touquinho e MPB4- pout pourri

Compartilhe:
YouTube

Luiz Melodia – Diz que fui por aí

Compartilhe:
YouTube

Gilberto Gil – Se eu quiser falar com Deus

Compartilhe:
YouTube

Procuradores dirigiram delação de Orlando Diniz, que baseou ação da PF contra escritórios de advocacia, diz site

Está no site Conjur

Vídeos de trechos da delação de Orlando Diniz mostram que o Ministério Público Federal dirigiu as respostas do delator. Em muitos momentos, é a procuradora Renata Ribeiro Baptista quem explica a Diniz o que ele quis dizer. Quando o delator discorda do texto atribuído a ele, os procuradores desconversam, afirmando que vão detalhar nos anexos.

Diniz diz que os contratos fechados com o escritório de Cristiano Zanin foram “legais”. A procuradora o convence de que ele deve dizer que foram ilegais. “Foram formais, mas ilegais”, ela dirige. Diniz concorda. Mais à frente, ele diz para ela colocar o que quiser: “Fica a seu critério”.

Quando Diniz corrige a “informação” de que a mulher de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, faria parte do “núcleo duro” do suposto esquema, um procurador chega a intimidar o delator, dizendo que ele está tentando proteger Ancelmo.

Em determinado momento, Diniz afirma: “acho que essa frase ficou meia solta”. Ela responde: “Eu aproveitei ela do seu anexo” — o que mostra que a procuradora reescreveu a delação.

O procurador choca-se com o delator: “Ou todos escritórios fizeram a mesma coisa ou nenhum deles fez coisa alguma”, diz, bancando uma contradição lógica. “Mas a gente detalha isso nos anexos de cada escritório” tergiversa o procurador, o que é feito sempre que o delator discorda do texto atribuído a ele.

O que os vídeos mostram é um Orlando Diniz inseguro. O delator chega a corrigir algumas passagens e mostrar discordância. Os ajustes das versões são feitos ali, na hora. Diniz não entende trechos do texto que é atribuído a ele. Os procuradores explicam o que ele tem de referendar, como se fosse a primeira vez que ele ouvia aquilo.

Fica clara a estratégia do Ministério Público: prender, pressionar, “negociar” a delação até que ela atinja quem os procuradores querem. Dirigir, criar uma narrativa, conseguir as manchetes que vão equivaler a uma condenação pela opinião pública. Com base apenas em delações, constrói-se um castelo de areia, fadado a desmoronar. Mas tudo bem, pois, quando isso acontecer, os objetivos já terão sido atingidos — e sempre se pode pôr a culpa pela impunidade no Supremo.

O caso

A delação de Orlando Diniz justificou o maior ataque contra a advocacia registrado no país. Na última quarta-feira (9/9), o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, determinou o cumprimento de mais de 50 mandados de busca e apreensão contra advogados e empresas.

Ao mesmo tempo em que autorizava as buscas, Bretas aceitou uma denúncia contra 26 pessoas, também com base na delação. Especialistas ouvidos pela ConJur apontaram que a denúncia tem erros de competência (uma vez que a Fecomércio e o Sistema S deveriam ser julgados na Justiça Estadual, e não na Federal — mas aí não seriam responsabilidade de Bretas) e de imputação de crimes (já que empregados dessas organizações não podem ser acusados de peculato ou corrupção, pois não são funcionários públicos).

Orlando Diniz já foi preso duas vezes e vinha tentando acordo de delação desde 2018 — que só foi homologado, segundo a revista Época, depois que ele concordou acusar grandes escritórios de advocacia. Em troca da delação, Diniz ganha a liberdade e o direito de ficar com cerca de US$ 1 milhão depositados no exterior.C

Compartilhe:
YouTube

Milton Nascimento – Canção da América

Compartilhe: