Uma data para ser esquecida
O 1 de abril no Brasil deveria ser lembrado apenas como uma brincadeira, ou seja, o Dia da Mentira. Mas infelizmente essa data ainda é lembrada como se fosse importante no calendário brasileiro, a chamada “revolução de 64” que designou o conjunto de eventos ocorridos em 31 de março [1] de 1964 [2] no Brasil [3], e que culminaram no dia 1 de abril [4] de 1964 em um golpe de estado.
Esse golpe encerrou o governo do presidente João Belchior Marques Goulart [5], também conhecido como Jango, que havia sido democraticamente [6] eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro [7] (PTB) – na mesma eleição que conduziu Jânio da Silva Quadros [8] à presidência pela União Democrática Nacional [9] (UDN).
Jânio renunciou ao mandato [10] no mesmo ano de sua posse (1961) e quem deveria substituí-lo automaticamente e assumir a Presidência era João Goulart, segundo a Constituição [11] vigente à época, promulgada em 1946. Porém este se encontrava em uma viagem diplomática na República Popular da China [12]. Militares então acusaram Jango de ser comunista e o impediram de assumir seu lugar como mandatário no regime presidencialista [13].
O Golpe de 1964 submeteu o Brasil a um regime alinhado politicamente aos Estados Unidos. O regime militar durou até 1985, quando, indiretamente, foi eleito o primeiro presidente civil desde as eleições de 1960, Tancredo Neves [14].
Infelizmente os lambe-botas ainda têm saudades da ditadura. Os incautos lembram do tempo dos brutamontes espancando, torturando e matando quem lutava pela restauração da democracia no país. Esquecem que se não fossem esses que lutavam contra a ditadura hoje o Brasil não estaria vivendo uma democracia plena. Hoje, esses mesmos incautos não estariam podendo criticar o governo Lula, que dizem ser contra a liberdade de imprensa. Quanta falta de lucidez.
Contudo, e apesar dos incautos, o Brasil é hoje sim uma Democracia, com D maiúsculo. Portanto, o 1 de abril não merece ser lembrado como uma data histórica. E Viva a Democracia!