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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Na guerra de Titãs quem perdeu foi Wilma
Na grande batalha eleitoral travada no Rio Grande do Norte para as duas vagas ao Senado a grande perdedora foi a ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Com a reeleição de dois de seus adversários históricos na política potiguar – Garibaldi Alves (PMDB) e José Agripino Maia (DEM) – a “era Wilma” chega ao fim. Depois de longos anos comandando os destinos de Natal e do Rio Grande do Norte – Wilma foi prefeita da capital potiguar por três vezes e governadora em duas ocasiões seguidas – a “guerreira” deixa a cena política amargando uma derrota do seu sucessor – Iberê Ferreira de Souza (PSB) – e reelegendo apenas a sua filha – Márcia Maia (PSB) – a deputada estadual. O outro filho seu, o advogado Lauro Maia, não obteve êxito na corrida à Assembléia Legislativa.
Garibaldi e Agripino uniram-se para derrotar Wilma nesta eleição, independente de estarem apoiando candidatos diferentes à Presidência da República. O peemedebista apoiou Dilma Ruosseff (PT), e o democrata, José Serra (PSDB), o que deve continuar ocorrendo agora no segundo turno. Não à toa que a campanha adversária ao governo do estado da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) pregou o voto casado nos três – Rosalba, Agripino e Garibaldi – o que deu resultado. As urnas provaram isso. Wilma apostava no segundo voto, mas como a estratégia dos dois senadores era o voto casado, deu no que deu.
Wilma pecou pela estratégia inicial de sua campanha. Primeiro de provocar Agripino Maia, inisuando ser um ficha suja. Percebido o equívoco, o seu marketing recuou. Depois partiu para fazer comparações do seu governo com o do ex-senador Garibaldi Alves. Outro equívoco, que foi recuado também. Mas já era tarde. Se Wilma queria o segundo voto, o de Garibaldi ou de Agripino, como bater nos dois?
Não só isso. O marketing de Wilma massificou a imagem do presidente Lula pedindo voto pra ela e dizendo que a ex-governadora era a sua candidata, quando na verdade isso deveria ter sido feito com Dilma Ruosseff, esta sim, a candidata à sucessão do presidente Lula. Ora, se Dilma é a candidata à Presidência, era ela que deveria pedir votos para Wilma, até porque como o presidente Lula já havia dito que queria fazer uma grande bancada no Senado para que Dilma não passasse o mesmo sufoco que o seu governo, nada mais natural do que Dilma pedir votos para Wilma. Mas não foi isso que ocorreu.
O fato é que a campanha de Wilma de Faria foi somada de equívocos e isso refletiu nas urnas.
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