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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Eleitor está alheio à disputa sucessória
O que leva o eleitor a está alheio ao processo sucessório notadamente na cidade do Natal? Muitos são os fatores que poderíamos enumerar aqui, dentre os quais a despolitização das pessoas. Isso talvez seja o fator primordial.
Mas dentre estes fatores estão também a falta de ideologia – eu quero uma pra viver, já dizia Cazuza -, e certamente a falta de lideranças políticas capaz de arrastar e empolgar multidões. O último político no Brasil capaz disso foi Lula. Mas hoje acho até que nem Lula empolga mais. A militância petista não é mais a mesma desde que o PT chegou ao Poder. Isso é um fato.
Contudo e sobretudo a verdade é que o brasileiro só vai as urnas porque é obrigatório. Não fosse isso, poucos eleitores politizados se disporiam a sair de casa para votar. Talvez por isso numa hipotética reforma política não se pense em tornar o voto facultativo.
Em Natal, especificamente, outrora com campanhas majestosas com carreatas e grandes mobilizações de rua não se verifica mais isso. Diz-se na política que as campanhas agora são resumidas ao rádio e na TV com programas eleitorais. Uma coisa fria e de certa forma maquiada. Os marqueteiros, ou melhor dizendo, vendedores de ilusões é quem aparece mais que os políticos propriamente ditos. Os candidatos são transformados em marionetes e em mercadorias valiosas à disposição do eleitor.
A verdade é que a falta de politização da massa e a descrença na classe política por parte de uma minoria esclarecida, fez com que o eleitor enxergasse no candidato um “japonês”, onde todos são iguais. Nem mais o corpo-a-corpo empolga o eleitor. Aquele aperto de mão, a chamada para o candidato tomar um cafezinho em sua casa, o retrato do candidato na parede – quando muito recebe para fazer isso – não se verifica mais, ou pelo menos de uma maneira espontânea.
O eleitor politizado, esse então, já sabe em quem vai votar e suas observações são feitas nas redes sociais. Carreata, nem pensar. Só se o candidato botar o combustível. Do contrário, necas de pitibiriba amigo.
Alguns analistas creditam a falta de interesse do eleitor depositando a culpa em assuntos mais palpitantes, tipo o julgamento do mensalão pelo Supremo, que ocorre agora em agosto e até mesmo as Olimpíadas de Londres que tiveram início na última sexta-feira. Qual nada, o desinteresse é mesmo porque os políticos provocaram isso com escândalos sobre escândalos levando ao ceticismo do eleitor. Daí esse marasmo nas campanhas eleitorais. O resto é conversa pra boi dormir!
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