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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Transporte coletivo, um problema crônico

Sem dúvida nenhuma o setor de transporte coletivo foi e sempre será o calo de qualquer prefeito que venha a administrar a cidade dos Reis Magos. Entra prefeito sai prefeito o problema continua, chegando a ser crônico. A falência da empresa Riograndense que atendia a 15 mil usuários/dia em quatro linhas distribuídas em alguns bairros de Natal, inclusive servindo ao campus universitário da UFRN (Universidade Federal do RN), agrava ainda mais o problema.

Nos últimos anos, apesar do aumento populacional da cidade, o que exige um transporte coletivo ágil e de qualidade, nada, absolutamente nada se observou neste sentido. Algumas medidas foram tomadas mas serviram mais como um paliativo, caso do corredor exclusivo de ônibus na avenida Bernardo Vieira que dá acesso à zona norte da capital potiguar.

E o pior disso tudo é que a cidade cresce, mas o setor de transporte não acompanha esse crescimento. As empresas de ônibus detém um oligopólio das linhas promovendo o domínio da oferta de serviços. Licitação para contratação de novas empresas, nem pensar. E sabe por que? Porque em época de eleições, caso de agora, muitas destas empresas ou todas elas, melhor dizendo, contribuem para as campanhas dos candidatos a prefeito. Ao sentar na cadeira de prefeito o vencedor das eleições já está comprometido. E aí a situação que já é caótica no setor tende a aumentar mais ainda. 

As propostas dos candidatos para a melhoria do setor são como um risco n`água. E quem acaba pagando o pato é o usuário que depende do transporte coletivo e que se submete a ter que andar em ônibus sucateado sem a mínima conservação e segurança. E tem mais: o trabalhador ou até mesmo o turista que visita Natal não pode contar com transporte coletivo após a meia noite. Pelo menos até às 5h da manhã o setor não oferece o serviço.

Se o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) for mesmo implantado em Natal, e para servir ao natalense, como se espera, e não só a quem mora na Grande Natal, aí é que as empresas de ônibus vão falir. Quem em sã consciência deixará de usar o VLT, mais rápido e eficiente do que o ônibus?

O próximo prefeito de Natal terá que dar uma atenção especial ao setor de transporte coletivo, tendo a coragem, inclusive, de abrir concorrência pública para empresas de fora, sob pena do setor continuar do jeito que está e até piorar. A concorrência é salutar na medida em que obriga as empresas a investir mais. Do contrário as propostas para a melhoria do setor ficarão somente na retórica do discurso, como de sempre. A conferir!

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