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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

A bola fora do repórter Rodrigo Faber

Sou de um tempo que jornalismo era coisa séria. Não se fazia pilhérias nem chacotas ao se escrever ou editar uma reportagem. Hoje não, qualquer um se acha nesse direito. E olha que não estou falando dos chamados “blogueiros”, aqueles que não são jornalistas mas se dizem, estou falado do repórter paulista Rodrigo Faber que cobre o Palmeiras – clube este que está na Segunda Divisão do futebol brasileiro colocado em 4º lugar para desespero de sua torcida -, e que escreve para o G1, portal de O Globo.

Pois muito bem: Rodrigo Faber naturalmente procurou fazer uma matéria diferente sobre o jogo do América com o Palmeiras a ocorrer nesta terça-feira no Estádio Barretão, em Ceará-Mirim, cidade que faz parte da Região Metropolitana da Grande Natal. Só que levou a coisa para o lado do deboche. Explorou uma brincadeira que se costuma fazer por estas terras de Poty contra quem mora na cidade. Abusou da brincadeira de mau-gosto. Resultado: Sua reportagem foi retirada do ar no portal. Como si diz no popular, levou uma mijada.

O repórter Rodrigo Faber não foi feliz ao fazer a sua brincadeira com a cidade de Ceará-Mirim. Não agradou nem mesmo aos seus patrões ao dizer que a cidade tem fama de gente que é corneada. É o que eu disse no início: não se faz mais jornalismo sério neste país. Agredir uma cidade que certamente ele não conhece foi uma bola fora. Se ele quis ser engraçado quem acabou sendo o bobo da corte foi ele.

O time do Plameiras não tem nada com isso, mas seria bom para o repórter Rodrigo Faber, antes de falar besteiras e agredir pessoas, dar uma olhada para o time que ele cobre e ai sim, fazer uma “matéria” sobre a situação crítica do time, que pelo futebolzinho que vem praticando merece continuar na Segunda Divisão. Aliás já tenho até uma sugestão. Por que Rodrigo Faber não faz uma matéria comparando a famosa “Academia” de Ademir da Guia com o time de hoje do Palmeiras? Certamente daria muio mais ibope ao seu material jornalístico!

Mas vamos a “pérola” do texto de Rodrigo Faber sob o título “Palmeiras jogará em cidade com fama de ‘terra dos cornos'”.

Em sua terceira partida como visitante na Série B, Verdão enfrentará o América-RN em Ceará-Mirim, na região metropolitana de Natal

Por Rodrigo Faber Natal, RN

O Palmeiras passará por experiências extremamente inusitadas ao longo do Campeonato Brasileiro da Série B. Viagens longas, culturas diversificadas, estruturas questionáveis… Nesta terça-feira, o Verdão fará sua última partida antes da pausa para a Copa das Confederações, contra o América-RN, às 21h50m (horário de Brasília), no estádio Manoel Dantas Barretto, o Barretão, em Ceará-Mirim. Cidade conhecida entre os potiguares como a terra dos… cornos.

A alcunha é confirmada nas cidades vizinhas, especialmente na capital Natal. Nenhum dos habitantes consultados pela reportagem do GLOBOESPORTE.COM soube explicar o motivo de a cidade, que fica a aproximadamente 30 quilômetros de Natal, ter ganhado a fama. Porém, todos asseguraram: se para os povos de outras cidades a correlação é uma piada, em Ceará-Mirim é tratada como ofensa.

– Não dá para falar por quê. A verdade é que aqui ninguém sabe de onde surgiu essa fama, mas é motivo de muitas brincadeiras. O povo lá de Ceará-Mirim não gosta de ouvir isso, mas fazer o quê? É terra de corno – afirmou Célio do Nascimento, prestador de serviços, que mora em Natal há mais de 30 anos.

A provocação é tamanha que, no Twitter, um perfil intitulado “Cornos de Ceará-Mirim” provoca moradores da cidade, repetindo insistentemente a fama. Alguns chegam a brincar sobre a possível existência de uma “associação de cornos”. 

A pequena cidade, de aproximadamente 70 mil habitantes, fica na região metropolitana de Natal. Recém-inaugurado, o Barretão recebeu apenas quatro jogos oficiais. Lá, o América-RN enfrentou o Atlético-PR (pela Copa do Brasil), o Potiguar de Mossoró (pela final do estadual) e Icasa e Guaratinguetá pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Constantes ajustes ainda vêm sendo realizados no estádio que se tornou a casa do América-RN.

A estrutura vem sendo tão questionada que a liberação do Corpo de Bombeiros está restrita até o confronto com o Palmeiras. Durante a pausa para a Copa das Confederações, o estádio precisará receber novos retoques. O retorno do América está marcado para o dia 2 de julho, contra o Bragantino, fora de casa. O primeiro jogo como mandante após o torneio internacional será diante do Sport, no dia 13.

Antes do início do Campeonato Brasileiro da Série B, o empresário Marconi Barretto, proprietário do estádio, deixou claro que, para melhorar o suporte aos torcedores, será necessário que as obras continuem durante a disputa da competição nacional. Na final do estadual, parte do alambrado do Barretão cedeu durante a comemoração de um gol do América-RN.

Ceará-Mirim será o palco da terceira partida do Palmeiras como visitante na Segunda Divisão. O primeiro jogo fora de casa foi contra o ASA, em Arapiraca, de onde os alviverdes saíram com vitória por 3 a 0. No segundo confronto longe de seus domínios, no último sábado, o Verdão perdeu por 1 a 0 para o Sport, no Recife. Perto de Fortaleza, a cidade potiguar representará a viagem mais longa da equipe no torneio: são aproximadamente três mil quilômetros de distância da capital paulista.

 

 

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One Response to Editorial

  1. Felipe disse:

    Uma vergonha essa matéria do repórter do GLOBOESPORTE. A cidade de Pelotas no Rio Grande do Sul tem fama de ser a cidade dos viados, agora eu dúvido que se este mesmo repórter fosse cobrir um jogo nessa cidade e soubesse da fama, iria fazer chacota a esse fato na matérica.
    Mas como é Nordeste, pode tudo…
    Ê BRASIL…

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