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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A denúncia do deputado Tomba é grave e precisa ser apurada
Não foi uma denúncia de um simplório agricultor, mas de um deputado. Tomba Farias (PSB) disse que instituições bancárias oficiais como o Banco do Brasil e do Nordeste estão tomando as terras de pequenos e médios agricultores, cujas propriedades foram atingidas pelas seca no Rio Grande do Norte.
A declaração do parlamentar foi feita na manhã de ontem no Plenário da Assembleia Legislativa, quando também questionou do governo as ações que estão sendo tomadas para diminuir os prejuízos enfrentados pelos pequenos e médios produtores.
Aliás, bom que se diga que no mesmo dia, à tarde, o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) ocupou a tribuna da Câmara para relatar o quadro desolador em que vive o Rio Grande do Norte, colocando para os seus pares que os prejuízos com a seca já são da ordem de R$ 5 bilhões, com perda de pelo menos 30% do rebanho de gado, ovinos e caprinos.
– O governo do estado se limita a repassar os recursos federias, sem se importar muito com a construção de um plano de prioridades que contemple projetos articulados. E os prefeitos reclamam também que a burocracia do governo federal atrapalha a concretização das medidas emergenciais, disse Faria.
E a governadora Rosalba Ciarlini, o que diz?
– Estou monitorando diariamente todos os reservatórios de água no Rio Grande do Norte, inclusive ao redor da capital. A situação é muito preocupante. Precisamos de chuva.
Pura redundância, Senhora governadora!
Que o Rio Grande do Norte precisa de chuva, alías não só o RN, mas todo o Nordeste, todos nós sabemos. O que se cobra do governo ou dos governos são ações emergenciais e imediatas antes que não só o gado morra, mas como também o sertanejo.
Apelar à São José ou a São Pedro pelas chuvas não adianta muito não. Compete ao governo ou aos governos dar condições para que o homem do campo conviva com a seca, que há muito é uma tragédia anunciada.
Fato é que, independente do governo ou dos governos estarem fazendo algo para socorrer o sertão, a denúncia do deputado Tomba precisa ser apurada, porque além da falta de chuva, da perda da lavoura e da morte do rebanho, agora estão tomando o que de resto ficou para o homem do campo, sua propriedade. A conferir!
Foto: Aldair Dantas num registro sobre a seca
Aliás, a procrastinação, o empurrar com a barriga, a formação de comissões de estudos e/ou planejamentos de ações emergenciais não passam de cabides desavergonhados de cargos comissionados, que desviam grande parte do dinheiro publico, das verbas federais, para os diversos caixas 2, 3, 4 , n, para a compra de votos bienal dos partidos governantes e aliados do governo. Os deputados conhecem muito bem este desdobramento da Industria da Seca, que, sazonalmente, é real, mas, geralmente, não passa de um cobrindo para a compra bienal de votos. A seca existe, é fato. Mas o interesse e a decisão política para minimizar seus efeitos imediatos, como outros efeitos de outras negligencias praticadas é o calcanhar de Aquiles de todo e qualquer governante que se preze. E, aqui no RN, a política está bichada, viciada, decadente, inoperante, servindo só aos interesses familiares dos arrendatários do feudo do RN. E os novos políticos, filhos, sobrinhos, netos, Concubinos ou capachos das velhas raposas estão programados para continuar este verdadeiro predatismo político de nosso Estado. E, o que fazer? Em primeiro lugar, formar uma oposição de vergonha no focinho, e não esses conchavos feitos com ex-correligionários e aliados do governo vigente. Cheira a podridão. Excretemos de uma cadeia apodrecida de administrações, remanescentes da Ditadura Militar de 1964. Fiquemos acordados.