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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

A morte do pequeno Brayan e os médicos cubanos

Pode não ter nada a ver um assunto com outro, aparentemente. Mas o assassinato do menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos, na última sexta-feira ocorrido em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, traz à tona um assunto há muito esquecido no noticiário nacional. Filho de imigrantes bolivianos que estavam no Brasil irregularmente, trabalhando numa tecelagem clandestina junto com outros bolivianos, num regime de quase escravatura, os bolivianos sequer podiam ou podem denunciar qualquer tipo de crime contra eles por estarem irregular no país.

Fica a pergunta: Todos sabem, as torcidas do Flamengo e Corinthians juntas, que os governos, e aí falo do governo de São Paulo e do governo federal, que estes bolivianos estão irregulares no Brasil. Por que é então que não trata logo de regularizá-los já que trabalham para ter o seu sustento sob um regime escravo? O governo da União não quer importar médicos cubanos para atuar no interior do país? Certamente os cubanos vão vir para o Brasil com tudo legalizado. Ou não?

Fato é que infelizmente a morte do pequeno Brayan serve para levantar dois problemas ao mesmo tempo: a questão da ilegalidade dos bolivianos e a importação de médicos cubanos. Já que o Brasil “acordou”, está mais do que na hora de despertar sobre um assunto tão delicado que é a imigração de famílias bolivianas irregular e que vivem sob escravidão. Ou a sociedade vai fechar os olhos para isso, assim como fazem os políticos?

Outro ponto a ser levantado: a Polícia Civil de São Paulo deteve neste domingo (30) um adolescente suspeito de participar do assalto que terminou com a morte do menino Brayan. Não seria o caso, já que se fala tanto em plebiscito para a reforma política, se pautar também um plebiscito para a redução da maioridade penal? Uma bandeira que deveria ser levada às ruas e que venho defendendo aqui no blog faz tempo.

Temos aí três assuntos palpitantes para serem levado as manifestações de ruas e avenidas país afora: a questão dos imigrantes bolivianos que vivem sob regime escravo em São Paulo; a questão da importação dos médicos cubanos – essa já está na pauta – e; o plebiscito sobre a redução da maioridade penal.

 

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