O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A poeira sequer assentou, mas já se fala em eleições, como de costume
Lendo um artigo, muito bem feito por sinal, assinado por Alan Lacerda, graduado em Ciências Sociais pela UFRN, publicado no portal O Potiguar, sob o título “O eixo visível da disputa natalense em 2016”, em que ele faz uma análise conjuntural sobre o processo sucessório municipal vindouro na capital potiguar – clique aqui para ler o artigo – , chego a seguinte conclusão: a poeira sequer assentou, mas já se fala em eleições, como de costume.
Não faz ainda 15 dias que o governador eleito do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), tomou posse, mas certamente os novos ventos nos alpendres das casas de veraneio ventilam hipotéticas alianças e estratégias visando as eleições municipais de 2016 por todo o Rio Grande do Norte principalmente Natal. E é sobre isso que vou me deter hoje. Ou melhor, sobre o processo sucessório de 2018, neste caso para governador, já que passa também pelas eleições municipais e até mesmo pela eleição da nova mesa diretora da Assembleia Legislativa. Não custa lembrar que na política quando acaba uma eleição já se pensa na próxima em face do nefasto calendário eleitoral, onde se tem eleições neste país varonil de dois em dois anos.
Lembro que no clamor da vitória num discurso de improviso antes mesmo da carreata da vitória, Robinson deixou claro que o seu candidato a prefeito da capital potiguar será o deputado estadual Fernando Mineiro (PT). Já o atual prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) tentará a reeleição. Tem trabalhado pra isso. Com uma boa avaliação – algumas coisas negativas, é verdade, mas pontuais – Carlos se credencia a tentar novamente a prefeitura do Natal. Outros nomes na disputa como o deputado federal eleito Rogério Marinho (PSDB) e o próprio professor Robério Paulino (Psol), certamente vão colocar seus nomes para o veredicto das urnas, como bem frisou em seu artigo Alan Lacerda.
Pois é: como disse, as eleições para governador de 2018 passam pelas eleições para prefeito de 2016. O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), que a partir de fevereiro estará sem mandato, pois que concorreu ao cargo de governador e perdeu a eleição para Robinson, tão logo saiu o resultado do pleito disse à Folha de S. Paulo que fará uma “oposição respeitosa, vigilante e democrática como deve ser”. Mas, de antemão, deixou um recado nas entrelinhas colocando que, “quero aqui desejar ao futuro governador eleito, Robinson Faria, que cumpra seus compromissos”. Em outras palavras: se Robinson não cumprir com o prometido em campanha a oposição vai cobrar e muito, entenda-se aí o PMDB, que tem no deputado estadual Walter Alves, eleito federal agora, filho do ex-ministro da Previdência, senador Garibaldi Alves, o seu principal baluarte na oposição.
Aliás, sobre Henrique ser oposição, o próprio Robinson o provocou ainda na campanha. Disse em entrevista ao Jornal de Hoje, que iria ganhar a eleição e o peemedebista iria sentir o gosto de ser oposição.
– Henrique usa o discurso de oposição, um discurso falso, mentiroso, porque ele está dentro do governo, ele não entregou os cargos, é apenas para manter uma posição de oposição, sem ser oposição. Mais o grave em tudo isso é a sua carreira de adesista, ele perde e adere e governa. E agora eu vou ganhar a eleição e ele vai ter que sentir o gosto de saber o que é oposição”, afirmou Robinson.
Caro leitor, é aí que já se começa as discussões visando as próximas eleições – municipais e estadual -, com o mote deixado pelos próprios políticos na recente campanha para governador.
Não tenho a menor dúvida de que o deputado Walter Alves será o candidato do PMDB a governador em 2018. Waltinho, como é carinhosamente chamado pelos amigos, vai segurar a bandeira da oposição. Com o primo Carlos Eduardo Alves candidatíssimo a reeleição, os Alves apostam que se Robinson não cumprir ao menos metade do que prometeu em campanha, a probabilidade de fracasso numa eventual reeleição será grande. Não tenho dúvida também que Henrique Alves projeta substituir o primo, Garibaldi Alves, no Senado. Gari, como também é conhecido, trabalha na surdina para voltar a presidência do Senado. Caso isso ocorra encerraria com chave de ouro sua brilhante carreira política daqui a quatro anos, passando a coroa ao herdeiro Walter Alves e abrindo espaços para o primo Henrique no Senado.
Mas tudo isso são suposições, suposições essas que com toda certeza já estariam sendo postas nas mesas das varandas das casas de veraneio do litoral norte a sul das terras de Poti.
A conferir!
Prezado Barbosa, bom dia. O deputado Walter Alves, o Waltinho, foi eleito deputado federal no último pleito. A atuação da nova geração da oligarquia Alves se dará na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Grande abraço.
P. Poty
Muito bom dia, amigo. Verdade. Obrigado pela correção. Abraço!