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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

`A vez agora é dos mais novos´

A propósito, tem-se na eleição municipal deste ano em Natal um quadro em que nenhum “cacique” da política papa-jerimum figura. Nem mesmo o ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT), que é Alves, mas faz questão de evitar o sobrenome, e que é candidato novamente a prefeito da capital potiguar, pode ser considerado um oligarca.

Aliás a frase “a vez agora é dos mais novos” foi cunhada por Carlos Eduardo Alves. Lembro de uma longa entrevista concedida a mim – na época editor de política do JH Primeira Edição – e ao repórter Alex Viana, pelo então prefeito Carlos Eduardo Alves logo após a reeleição da governadora Wilma de Faria (PSB). A entrevista foi acompanhada pelo seu secretário de Comunicação jornalista Heverton Freitas. Foi num café da manhã no restaurante Mangai.

As perguntas iam saindo e Carlos Eduardo Alves sempre respondendo à sua maneira de ver as coisas. Foi quando lhe perguntei se tencionava sair mesmo candidato a governador na sucessão estadual de 2010. Na época, o seu nome já era especulado sobre essa possibilidade.

Carlos então disse a gente:

– A vez de Wilma, Garibaldi, José Agripino já passou, assim como aconteceu com Aluízio Alves e Dinarte Mariz. Agora é a vez do novo na política, se colocando como um desses nomes novos como o deputado estadual Robinson Faria (PMN) e o federal João Maia (PR). A entrevista foi numa quinta-feira e foi publicada na edição da segunda-feira do JH Primeira Edição em forma de perguntas e respostas, no que a gente chama no jargão jornalístico de ping-pong. Resultado: manchete do jornal. Dias depois soube por Viana que o prefeito tinha gostado muito da entrevista.

Pois é exatamente sobre isso que quero falar. Se Carlos Eduardo Alves já achava em 2010 que era a vez dos mais novos na política potiguar, não deveria ter aceito Wilma de Faria como sua vice.  Todos sabemos, as torcidas do América e do ABC juntas, que existe um acordo nessa chapa apelidada com muito humor pelo jornalista Diógenes Dantas de “Tufão e Carminha”, personagens principais da novela das 9h da Globo. Os dois se aturam, mas não se amam.

E qual seria esse acordo? O de Carlos Eduardo Alves sendo eleito prefeito de Natal, Wilma de Faria que não dá murro em ponta de faca sairá candidata, com o seu apoio, novamente ao governo do estado ou em última hipótese ao Senado. Neste caso, poderia ser cogitada outra dobradinha em 2014, com Carlos para governador e Wilma à senatória.

Daí vem outra pergunta: Se Carlos Eduardo Alves achava em 2010 que era chegada a hora dos mais novos na política do Rio Grande do Norte, por que é então que fez uma nova parceria com Wilma de Faria? De novo, na verdade, nessa chapa “Tufão e Carminha” não tem nada. Os dois, aliás, ex-gestores da capital potiguar. É o velho travestido de novo.

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