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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A vitória de Robinson e suas repercussões políticas-econômicas no RN
Fundado para ajudar a eleger Rosalba Ciarlini (DEM) governadora do Rio Grande do Norte, então correligionária do senador José Agripino Maia, o Novo Jornal, do jornalista Cassiano Arruda, amigo pessoal de Agripino, está em vias de negociação para ser vendido. Crise? Talvez. Mas a verdade é que Cassiano apostou na vitória do seu genro, o atual presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), que se candidatou ao governo do Rio Grande do Norte e acabou perdendo a eleição para Robinson Faria (DEM). Deu com os burros n`água!
A crise na imprensa escrita não é nenhuma novidade, até porque Cassiano Arruda quando criou o Novo Jornal sabia disso. Ele apostou, claro e óbvio, na verba publicitária do governo do DEM, como também apostaria num eventual governo do genro. Só que os planos foram por água abaixo. O governo Rosalba com dificuldades de caixa e ainda por cima traída pelo melhor amigo de Cassiano, o senador Agripino Maia, que implodiu o projeto dela de se candidatar a reeleição, certamente fechou as torneiras para o Novo Jornal.
Agora, Cassiano Arruda se depara com outra dificuldade. O próximo governo, o de Robinson, que o seu jornal abusou tanto de criticar na campanha eleitoral a ponto de ter que dar direitos de resposta ao candidato, segundo determinações da Justiça Eleitoral, poderia se ver numa situação vexatória sem as verbas do governo, até porque Cassiano Arruda, ao contrário da família Alves, não tem emissoras de rádio, portais e participação acionária na Inter TVCabugi. Portanto, a verba publicitária governamental era, sem dúvida, a galinha dos ovos de ouro do Novo Jornal.
É como eu sempre digo. O poder político está atrelado ao poder econômico. E se o poder político estiver nas mãos de adversários – caso de agora, já que o jornalista Cassiano Arruda é sogro do presidente da Câmara, Henrique Alves, que a partir de fevereiro estará sem mandato e como adversário do futuro governador – aí a coisa é outra. Jornal nenhum sobrevive sem as verbas governamentais.
Fato é que independente de quem assumirá o Novo Jornal, se Flávio Azevedo ou Paulo de Paula, como se especula, a linha editorial do impresso, que deve ir mal das pernas, deve ser, digamos, mais leve, sobretudo em relação ao governo Robinson, se quiser ter participação de verbas oficiais.
Difícil ser oposição, caro leitor, quando está em jogo a sobrevivência de um jornal. Já atuei em redações de impressos e sei perfeitamente disso. Mais fácil demitir jornalistas do que ser oposição a governos. Isso é regra em todo jornal principalmente nos pequenos, caso do Novo Jornal, agora sob nova direção.
A conferir!
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