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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
À Wilma resta pedir `alforria´ ou ser candidata ao governo
O leitor deve está se perguntando do por que insistir nessa pergunta sobre se a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), será ou não candidata novamente ao governo do estado? E tem razão, visto que se tem outros assuntos para serem abordados, que não a candidatura ou não de Wilma ao governo.
Contudo, o leitor vai me perdoar, mas o assunto na seara política volta a aflorar, pois que, embora se diga que Wilma quer ser candidata a senadora com o apoio do PMDB e, se possível, até do PT, fazendo gestões para isso, certamente a decisão do presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em ser candidato à Presidência da República, implica em dizer que Wilma terá que rever seu projeto.
Já disse em outro Editorial que Wilma discorda da candidatura de Campos – clique aqui para ler -, mas terá que engolir isso a seco. Quem discordar da decisão do PSB de avançar na candidatura própria à Presidência da República em 2014 e de romper com o governo federal terá que buscar outro caminho, segundo o próprio Eduardo Campos em recado dado ao governador do Ceará, Cid Gomes, e ao seu irmão Ciro Gomes.
O jornal O Globo diz hoje que na conversa com Campos, Cid perguntou se poderia continuar no PSB, mas apoiando a reeleição de Dilma. Ouviu um sonoro “não” Perguntou, então, se teria “alforria” para sair com o irmão Ciro Gomes, sem processo por infidelidade partidária. Ouviu que “na hora”.
– Não vamos abrir precedentes para algo fundamental que é a fidelidade partidária, disse Eduardo Campos.
É claro que Wilma de Faria, hoje apenas uma vice-prefeita de capital, não está em condições de se impor e fazer enfrentamento ao projeto político do líder maior do PSB. Embora saiba que as condições para uma candidatura ao governo do estado não são favoráveis do ponto de vista financeiro, e ainda mais sem uma aliança eleitoral que possa fortalecer essa candidatura, Wilma deverá ir ao “sacrifício” respaldada, é certo, pelas pesquisas de intenção de voto. Diga-se de passagem que pesquisa de intenção de voto retrata apenas o momento.
Em consulta a minha velha Remington 25 sobre o assunto, me veio a memória que Wilma, enquanto governadora, enfrentou vários escândalos com a participação de familiares. Só pra lembrar: Outro Negro, Foliaduto, Higia, Sinal Fechado. Isso numa campanha eleitoral é remoído ao extremo, ainda mais se a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) resolver mesmo sair candidata a reeleição como cogita.
Wilma, por enquanto, navega em céu de brigadeiro, até porque qualquer candidatura que se apresente hoje contra Rosalba, que enfrenta um desgaste que vai além de 90%, sai vencedora, haja vista que outro dia foi feita uma pesquisa apenas com os nomes da Rosa e do vice-governador rompido com o governo, Robinson Faria (PSD), e ele ganhou disparado.
Ocorre que Rosalba saindo à reeleição, e se Wilma for candidata ao governo, é certo dizer que o discurso da democrata contra a socialista será centrado, sobretudo, nos escândalos. Wilma, claro, vai explorar a crise que o estado enfrenta. Outro dia o senador José Agripino, presidente nacional do DEM, que não anda lá muito bem com o governo da Rosa, chegou a dizer que o governo Rosalba, apesar de tudo, é “um governo honesto”, como quem comparando com o de Wilma.
Fato é que, me parece, não restará outra alternativa à Wilma de Faria a não ser ir para a luta candidatando-se outra vez ao governo do Rio Grande do Norte, mesmo sabendo das dificuldades a serem encontradas e do fogo cruzado que irá enfrentar numa comparação de governos. A conferir!
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