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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Agripino, Rosalba e a espada de Dâmocles

Dâmocles é uma figura participante de uma história moral que faz parte da cultura grega clássica. A personagem pertence mais propriamente a um mito que figurou na história perdida da Sicília, escrita por Timaeus de Tauromenium entre 356 a 260 anos antes de Cristo. Cícero pode tê-la lido no Diodorus Siculus  e fez uso dela em suas Tusculan Disputations V.61 – 62.

Conta-se pois que Dâmocles, era um cortesão bastante bajulador na corte de Dionísio I de Siracusa – um tirano do século 4 A.C, na Sicília. Ele dizia que, como um grande homem de poder e autoridade, Dionísio era verdadeiramente afortunado. Então,  Dionísio ofereceu-se para trocar de lugar com ele apenas por um dia, para que ele também pudesse sentir o gosto de toda esta sorte.

Assim, à noite, um banquete foi realizado onde Dâmocles adorou ser servido como um rei e não se deu conta do que se passava por cima de si. Somente no fim da refeição ele olhou para cima e viu uma espada afiada suspensa por um único fio de rabo de cavalo, diretamente sobre a sua cabeça. Imediatamente perdeu o interesse pela excelente comida e pelas belas mulheres ou eunucos que o rodeavam e abdicou de seu lugar dizendo que não queria mais ser tão afortunado.

A espada de Dâmocles é assim uma alusão, frequentemente usada, para representar a insegurança daqueles com grande poder que podem perdê-lo de repente devido a qualquer contingência ou sentimento de danação iminente.

Feito o preâmbulo do meu comentário, diria que o presidente nacional e estadual do DEM, senador José Agripino Maia, se viu diante da espada de Dâmocles. Ou seja, entre colocar a última pá de cal sobre o Democratas cedendo a legenda à governadora Rosalba Ciarlini para ela tentar se reeleger, com possibilidades remotas, levando consigo o fracasso também de seus deputados – estaduais e o único federal na bancada do RN, Felipe Maia, seu filho – preferiu se coligar com o PMDB dos Alves e o PSB de Wilma de Faria (PSB) numa chapa proporcional que acaba indiretamente sendo também na majoritária, já que o tempo do DEM servirá ao candidato a governador pelo PMDB, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo no programa eleitoral de Rádio e TV.

Fato é que diante da insegurança de um fracasso nas urnas por parte de Rosalba, o que fatalmente iria ocorrer, e com medo de sucumbir o DEM e o receio de perder o “poder de decisão” na política papa-jerimum, Agripino Maia fez como na história de Dâmocles. Abdicou da governadora Rosalba Ciarlini para tentar salvar os deputados do Democratas principalmente o seu filho.

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