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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Antes de se criticar a Saúde é preciso conhecer o SUS
Infelizmente a imprensa não fez uma avaliação correta da importância da audiência pública proposta pelo deputado petista Fernando Mineiro, ocorrida na última terça-feira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que teve como temática “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas: direito do povo brasileiro”. Aliás, o único deputado presente foi o propositor da audiência. Lamentável, quando se observa que a Saúde é tema recorrente nas discussões em plenário na Casa e até mesmo na imprensa, e quando se tem oportunidade de aprofundar o debate ninguém dá a importância devida.
Mineiro destacou a importância da participação popular no processo de discussão sobre a qualidade da saúde pública. “As conferências são um importante instrumento de participação, fiscalização e controle social. Temos que aprofundar esse modelo, para que as pessoas tenham mais condições de opinar sobre as demandas, de cobrar os investimentos e de ter uma saúde pública de qualidade”.
O secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca, observou que “o momento é muito rico para se discutir o Sistema Único de Saúde avaliando e traçando os ajustes proporcionado pelas conferências municipais, estaduais e nacional”.
De fato, neste momento crucial de instalação de uma crise financeira que atinge todo o país é preciso buscar soluções imediatas para a saúde pública. “A sociedade busca e precisa de uma saúde com qualidade, digna na assistência pública”, destacou o promotor estadual de Saúde Carlos Henrique.
A reunião foi rica em questionamentos pertinentes tais quais o subfinanciamento do SUS e a judicialização da Saúde.
Um exemplo foi citado. O caso da Clineuro, cooperativa médica do setor de neurocirurgia que presta serviços ao estado. Esse é um caso típico de subfinanciamento do SUS para prestação de serviços à população e que, por práticas abusivas de comercialização de contratos acabou levando a Saúde pública à judicialização.
O coordenador da 8ª Conferência Estadual de Saúde, Francisco Batista Júnior, definiu bem como se trata o SUS hoje: “Com esse modelo atual de fisiologismo e patrimonialismo não há dinheiro que sustente o Sistema Único de Saúde e temos que admitir que mesmo neste modelo é um sistema autoritário”.
Portanto, caro leitor, antes de se criticar a Saúde é preciso antes de tudo conhecer como funciona verdadeiramente o Sistema Único de Saúde. Como disse Ricardo Lagreca, que já dirigiu o HUOL (Hospital Universitário Onofre Lopes) durante 20 anos, o Sistema Único de Saúde precisa ser discutido em toda a sua essência, mas, sobretudo, o seu modelo jurídico.
Pena a imprensa e os deputados não estarem presentes. Teria sido uma oportunidade para saber mais o por quê das dificuldades em gerir a Saúde neste país varonil. Confesso que passei a entender mais.
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