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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Centrais sindicais não me representam

Nesta quinta-feira (11) o Brasil volta às ruas no que se convencionou chamar de “Dia Nacional de Luta”. O país transbordou a insatisfação popular que acuou políticos, partidos e governos. Embora alguns digam que aos participantes falta uma “causa”, sobram razões para o descontentamento.

Temo, no entanto, a “guerra” que já está se travando entre as duas principais centrais sindicais hoje no país: A CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Força Sindical, que já apostam num confronto antes mesmo do ato popular ser iniciado. Estão tentando transformar a manifestação num ato político-partidário. Não é por aí. Correm o risco de serem vaiados se procederem desta forma.

A participação do PT – que embora seja legítima – nos protestos de rua, divide as principais centrais sindicais. De um lado, a Força Sindical argumenta que o partido está querendo usar a manifestação para tirar do foco questões trabalhistas levantadas pelas entidades. Do outro, a CUT, afinada com governo, diz considerar legítima a decisão do PT em aproveitar o momento para levantar a bandeira da reforma política. A direção do partido, que evitou ontem polemizar sobre o racha nas centrais, orientou a militância a ir para as ruas e participar das mobilizações.

Entendo que o momento não é para partidarizar o movimento. Mais do que reformas políticas, mais do que plebiscitos ou Constituintes, o que o clamor das ruas pede é uma nova postura de nossos homens públicos, uma nova maneira de se relacionar com a coisa pública, seja ele de que partido for e se é governo ou oposição.

Em vez de uma reforma política proposta como a solução mágica para os problemas, o que o povo quer é mais eficiência e transparência no gasto público de todos os que têm mandato, além de educação e saúde de qualidade e segurança para o cidadão. O resto é conversa pra boi dormir.

Daí dizer que as centrais sindicais, com seus interesses particulares, não me representam e, acredito pensar assim a maioria das pessoas que estão indo as ruas com seus pleitos diferenciados, mas com razões de sobra para o descontentamento, como afirmei no início.

Charge: Nani

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One Response to Editorial

  1. João Silva disse:

    Cada patrocinador de grupos de NINJAS tem que mostrar seu focinho. Ao menos, ficamos sabendo quem quer tumultuar o protesto pacífico da população. Se a extrema direita ou a extrema esquerda.

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