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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Câmara vai criar Frente Parlamentar dos Terreiros. Qual falta mais?

É Frente disso, daquilo e outras coisitas mais na Câmara dos Deputados. Agora estão propondo criar a “Frente Parlamentar dos Terreiros” que tem o pomposo nome de Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiro. A iniciativa parte do Fórum Religioso Afro-brasileiro do Distrito Federal e Entorno e do Coletivo de Entidades Negras.

Nada contra as religiões afro-brasileiras, mas daí a se criar uma “Frente em Defesa dos Terreiros” já é algo um tanto quanto absurdo, não fosse as já várias Frentes criadas na Câmara em defesa de tantos outros interesses.

A Agência Política Real informa que um grupo de deputados federais se reuniu hoje com representantes negros e de religiões afro-brasileiras para dar início a criação da Frente ligada a essas comunidades.

Alegam os idealizadores da Frente que os terreiros são realidades históricas que são discriminadas. Há uma violência do Estado tanto omissiva como de forma ativa. Isso não é verdade. Na Bahia e no Rio de Janeiro é só o que tem e não há discriminação. E olha que muita gente famosa freqüenta terreiros.

Mas como virou moda na Câmara dos Deputados se criar Frente pra isso e pra quilo, uma Frente Parlamentar a mais para fazer lobie de seus interesses não custa nada. Afinal, os nossos deputados foram eleitos para cuidar dos “interesses do povo”.

Está na hora de elegermos uma bancada só de jornalistas para ser criada a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma da Categoria e de Melhores Salários. Quem sabe, assim os jornalistas farão um grande lobie no Congresso e o diploma volta a ser obrigatoriedade e os salários vão melhorar nas Redações?

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3 Responses to Editorial

  1. Michael Felix disse:

    Barbosa, você me parece uma pessoa esclarecida, desta forma, não fale de assuntos que não detêm conhecimentos de forma leviana.
    Criticar a criação da frente em defesa das comunidades de terreiro, sem olhar que existe uma frente evangélica por exemplo, é no mínimo preconceituoso.
    Dizer que os terreiros não precisam de defesa, e que funcionam perfeitamente, é desconhecer a realidade vivida por nós afro-religiosos.
    me coloco a disposição para dialogar sobre o assunto caso seja de seu interesse.
    Obrigado

    • Carlos A. Barbosa disse:

      Muito boa noite Michael Felix. Olha, quando falo da Frente Parlamentar em Defesa dos Terreiros, não estou falando de forma leviana, apenas criticando a forma como se cria frentes parlamentares na Câmara dos Deputados. Se vc perceber no meu editorial falo sobre isso. Virou banalidade, afinal nossos representantes foram eleitos para legislar nas causas comuns a todos os cidadãos brasileiros. Se vc perceber, hoje na Câmara tem frente pra todos os gostos. A minhá crítica é neste sentido. Não sei se é o caso da Frente Parlamentar em Defesa dos Terreiros, mas a maioria destas frentes tem como meta fazer lobie em causa própria. Tem sido assim, por exemplo, com a Frente Parlamentar da Agricultura. Esse é o objetivo da mkinha crítica. Quanto ao que disse, que não há discriminação contra os terreiros, vejo desa forma. Morei no Rio quase 20 anos. O que não falta por lá é terreiro de ubanda. Na Bahia, nem se fala. Outra coisa. A religiosidade afro-brasileira hoje ela é ampla, levando a brancos também a frequentar os terreiros de ubanda. Portanto, repito, o objetivo da minha crítica foi quanto o número de frentes parlamentares. Os nossos deputados estão loteando as defesas e os interesses na Câmara em detrimento da coletividade.

  2. Michael Felix disse:

    Reafirmo Barbosa, as ações discriminatórias para com os terreiros são muitas.
    Existem muitas regalias para entidades religiosas cristãs.
    Cito uma lei aqui em Brasília, que regularizou templos religiosos localizados em área pública. Ela contemplou 1800 templos religiosos, sendo que nenhum de origem afrobrasileira. Um terreiro de Umbanda que tentou ser incluido no projeto, foi retirado com as mais absurdas tentativas de justificativas.
    Os terreiros encontram a maior dificuldade para se registrarem, enquanto as as igrejas contam com facilidades junto aos órgãos competentes.
    Se deixar, passarei páginas e páginas contando casos de intolerância religiosa praticados contra agente.
    Obrigado pelo espaço

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