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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Candidatos, cuidado com as promessas
Vou fazer isso e aquilo. É o que se houve de mais comum nas campanhas eleitorais para cargos executivos. Muitos dos candidatos prometem mundos e fundos quando chegar ao governo. Mas quando assumem recorrem ao velho discurso do “retrovisor”, culpando o governo passado por não poder colocar em prática o que prometera em campanha. No caso do Rio Grande do Norte os candidatos não podem e não devem recorrer a este artifício, porquanto o que mais se ouve falar é que o estado está quebrado e da boca dos próprios postulantes ao cargo. Portanto, já sabem de antemão o que vão encontrar pela frente. Aliás, numa única aliança nada menos do que sete ex-governadores estão lado-a-lado no mesmo palanque. O que dizer aí do discurso do retrovisor?
Levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo e publicado numa reportagem que leva o título de “Estados devem R$ 30 bi em serviços e obras”, registra que o Rio Grande do Norte ainda deve R$ 103 milhões a fornecedores (valores ainda de dezembro). Isso sem falar, claro, no comprometimento de contrapartidas e empréstimos para obras realizadas para a Copa do Mundo, quando Natal foi uma das 12 cidades-sedes do evento.
– O problema é que, se a conta da “caderneta” for grande, pode ser um fardo – especialmente em ano eleitoral, que tem mais restrições ficais do que outros anos de gestão, diz a Folha.
A reportagem diz ainda que “dependendo do tamanho da dívida, os governos deixam de executar obras e serviços para pagar as contas, comprometendo metas”.
Ao eleitor cabe ficar de olho nas propostas dos candidatos. Dizer que vai investir nisso e naquilo sem dizer de onde vai tirar o dinheiro é muito fácil. Difícil é dizer de onde pretende buscar os recursos.
Hoje os principais problemas enfrentados pela população estão na segurança, saúde e educação pública. Qualquer outro discurso que não priorize estas três questões vai por água abaixo. E aí é o candidato dizer como vai solucionar estes três problemas e de onde pretende retirar os recursos. Do contrário, os candidatos vão mostrar que há pouca inovação e boa dose de continuísmo. Não é isso que o eleitor quer e deseja.
A segurança pública não só no Rio Grande do Norte, mas como de resto em todo o país, virou um problema crônico, um caso de polícia, diria sem querer ser redundante. A saúde, já está na UTI há muito tempo. A educação merece reprovação. Mas não são os discursos retóricos de campanha que irão resolver estes problemas.
O problema da segurança pública não se resolve apenas com policiamento ostensivo. A saúde não se resolve, da mesma forma, apenas com a construção de mais hospitais na rede pública. E muito menos a melhoria do ensino vai se resolver com a erradicação do analfabetismo em apenas quatro anos. Isso é utopia.
A questão da segurança pública só vai ser resolvida com vontade política e com apresentação de projetos que possam assegurar recursos federais. A valorização dos policiais militares e civis também passa por aí. Já a saúde não é só a construção de hospitais que vai resolver o problema. Da mesma forma, a melhoria das condições de trabalho e a valorização de médicos e servidores do setor também são importantes. Já a educação requer não só a valorização dos professores, mas, sobretudo, a melhoria da qualidade do ensino. E, claro, a construção de novas e modernas escolas. Isso em linhas gerais, porque sabemos que tanto a segurança, como a saúde e a educação pública são problemas que vêm se agravando ao longo dos últimos governos e que o próximo governante terá que ter muita determinação para solucioná-los de vez.
A conferir!
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