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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Carnaval, o ópio do povo brasileiro!

De sábado até quarta-feira de cinzas, pelo menos até ao meio dia deste dia, o povo brasileiro estará certamente inebriado, Eu, como um bom folião, também estarei, não nego. A partir de hoje e até cinzas entrarei no mundo da fantasia. Incorporarei Vadinho, de Dona Flor e seus dois Maridos, de Jorge Amado. E não adianta dizer que o brasileiro está errado ao viver nos quatro dias de Momo num reino de fantasia. Afinal, o mundo já é uma fantasia!

Portanto, caros leitores, nos próximos dias vocês estarão livres da minha pessoa, ou melhor, dos meus escritos. Nada de política, nada de notícias ruins. O blog estará em recesso nesse período em respeito ao Reinado de Momo. Quem manda no Brasil durante o carnaval não é a presidenta Dilma, mas sim o Rei Momo. O que ele disser seus súditos terão que cumprir rigorosamente. Sou o primeiro.

Um movimento popular nos quatro cantos do país tomará as ruas de assalto durante o Reinado de Momo. Mas não para destituí-lo do poder, e sim para homenageá-lo neste mundo fantasioso e fantástico que o carnaval nos permite uma vez por ano. Esqueçamos as desavenças, esqueçamos as ilusões amorosas, esqueçamos que o nosso time não foi campeão e, esqueçamos até que estamos desempregados, afinal, é carnaval e o mundo das ilusões nos permite tudo isso.

Que o país do carnaval seja eterno enquanto dure, como dizia o poetinha. O ópio do povo brasileiro continua vivo em nossas almas. O sambista desce o morro com a fantasia que custou todo o seu salário de janeiro. O operário vai atrás do trio elétrico com um abadá que comprou com dinheiro emprestado. O desempregado vai as ruas atrás de um bloco cantando “Êi me dá um dinheiro aí”.  Isso é Brasil às vésperas de uma Copa do Mundo que poderá virar outro carnaval. Por que não, meu Brasil, brasileiro?

Enfim, eu, “Vadinho”, vou também sair as ruas para brindar o nosso Rei Momo nos quatro dias de folia, porque já na quarta-feira de cinzas este Rei será morto e posto. E aí é esperar o próximo carnaval. Só não quero morrer na rua feito o personagem de Jorge Amado. Não, isso eu não quero, pois que espero ver o Brasil campeão do mundo em 2014, quando teremos um segundo carnaval.

Daí, repito, Carnaval, o ópio do povo brasileiro!

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