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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial: Dá pra acreditar na coerência destes políticos?

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Wilma que é do PSB que apoiou Marina Silva para presidenta da República no primeiro turno, agora é Aécio Neves desde criancinha. Agripino Maia, que detonou a candidatura a reeleição de Rosalba Ciarlini, única governadora do DEM no país, para apoiar a candidatura do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), ao governo do estado. Rogério Marinho, que um dia foi “socialista” e que deixou o PSB falando poucas e boas de Wilma de Faria, agora está lado a lado com a socialista para apoiar o neto de Tancredo à Presidência da República. Henrique Alves, este não se pronuncia sobre quem está apoiando se Dilma Ruossseff ou Aécio Neves, mas faz questão de dizer que é amigo do tucano.O seu partido a nível nacional, como de hábito, tem um pé num palanque e um pé noutro palanque.

Fato é que a incoerência no Rio Grande do Norte, por parte dos caciques da política papa-jerimum, nunca foi tão forte quanto nestas eleições. Talvez aí esteja um dos grandes erros da estratégia montada no palanque do acordão para eleger Henrique Alves governador. Wilma, por exemplo: com quantos candidatos ela já esteve desde antes mesmo de começar a eleição (clique aqui para ver)? Já pousou abraçada com a presidenta Dilma Ruossseff, já pousou abraçada com Eduardo Campos, morto em acidente de avião, e agora sobe no palanque tucano. É dona Wilma, o resultado disso a senhora amargou no primeiro turno, perdendo a eleição para o Senado para a sua principal opositora, a deputada federal Fátima Bezerra (PT).

Pode não parecer, mais incoerência custa caro. O povo não é bobo e enxerga no palanque do acordão um jogo de interesses para beneficiar as oligarquias que mandam na política do Rio Grande do Norte há mais de 40 anos e querem se manter no poder. Mas, Mossoró, por exemplo, segundo maior colégio eleitoral do estado e conhecida como terra da liberdade, já demonstrou a insatisfação contra os conchavos de gabinetes montados desde Brasília para os diversos momentos que sugerem as conveniências.

Aliás, o palanque do acordão já vislumbra uma vitória do tucano Aécio Neves. Quando Henrique Alves fala que é o mais preparado para abrir portas em Brasília, seja Dilma reeleita presidenta da República, seja Aécio Neves eleito presidente, e quando Henrique Alves não se manifesta publicamente quem é o seu candidato (a), isso fica explícito.

Mas não só isso. Imagine, caro leitor, Aécio Neves sendo eleito presidente. Já se fala que o moribundo DEM está em vias de se fundir ao PSDB, para que os tucanos aumentem sua bancada no Congresso Nacional para dar a tal “governabilidade” a um eventual governo tucano. O PMDB, este, viria por osmose, o que é perfeitamente presumível. Aí, também já se vislumbra uma disputa entre o presidente de honra do PSDB no RN, Rogério Marinho, eleito deputado federal, e o senador José Agripino Maia, coordenador nacional da campanha tucana, para quem vai ficar com a sigla no Rio Grande do Norte.

Como se observa, o jogo de interesses políticos é grande no Rio Grande do Norte. Ah, ia esquecendo. Agripino alimenta ainda o sonho de se tornar ministro de Estado num eventual governo de Aécio Neves. Não duvido também que se Henrique perder a campanha e Aécio se eleger presidente, o peemedebista não seja contemplado com uma autarquia ou até mesmo um Ministério, dependendo do peso a ter o seu PMDB num, repito, hipotético governo tucano.

A conferir!

Foto: divulgação

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