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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Discussão oportuna essa do VLT

Está previsto para o dia 13, em Brasília, uma reunião do ministro das Cidades, Mário Negromonte, com a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini,  prefeitos da Grande Natal e parlamentares da bancada do estado no Congresso Nacional. O objetivo da reunião é discutir a ampliação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que pelo PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) só contempla Natal.

Nada mais oportuno do que essa reunião. Não se pode pensar a mobilidade urbana, e aí incluindo o VLT para a capital potiguar, sem pensar a Região Metropolitana de Natal, onde estão inseridas as cidades de Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Ceará-Mirim. Os problemas de mobilidade urbana de Natal estão diretamente ligados a estas outras cinco cidades. Quem pensar diferente está redondamente enganado.

Diariamente o fluxo de veículos em Natal vindos das cidades que formam a Região Metropolitana é incomensurável. E não vai se resolver o problema do trânsito somente alargando ruas e avenidas ou construindo viadutos. É preciso uma solução não paliativa, mas que resolva o problema para os próximos 20, 25 anos. E aí entra o VLT.

Mas da mesma forma que não se resolve o problema da mobilidade urbana com alargamento de ruas  e avenidas ou mesmo a construção de viadutos em Natal, não vai se resolver também o problema contemplando apenas o VLT para a capital potiguar, incluindo aí Extremoz e Ceará-Mirim, como é o projeto inicial. Tive oportunidade de conhecer esse projeto numa recente reunião na Superintendência Regional da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), e me passou a imprensão que o VLT para Natal trata-se apenas de uma adequação, onde vão se trocar os trens antigos por locomotivas mais modernas e mais rápidas, fazendo a integração com o transporte coletivo. Isso é uma medida paliativa. Não vai resolver o problema da mobilidade urbana.

É preciso entender que se o VLT for estendido a todas as cidades que formam a Grande Natal vai gerar uma diminuição do fluxo de veículos que chegam diariamente a capital potiguar. Sendo o Veículo Leve sobre Trilhos um transporte de massa de qualidade, rápido, barato  e eficiente, é evidente que o usuário de veículos vai preferir deixar o automóvel em casa para se deslocar entre as cidades que formam a Região Metropolitana no VLT.

Outra: Não se pode pensar também o VLT visando apenas a Copa de 2014, onde Natal poderá estar entre as 12 cidades sedes do evento. Como disse, é preciso pensar o futuro. Essa reunião no Ministério das Cidades é importante para que se possa aprofundar o assunto. A própria CBTU já tem um projeto pronto que contempla a Grande Natal. Resta agora os prefeitos apresentarem suas sugestões e, claro, a infraestrutura a ser oferecida a tempo do projeto ser incluído no PPA (Plano Plurianual) do governo federa, bem como o empenho da governadora e da bancada federal  para que se implante o VLT na Grande Natal. A conferir!

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