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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Do retrovisor à sacolinha e o receio do “legado da Copa”
Após dois meses a frente da prefeitura de Natal, o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) não só continua olhando no retrovisor – sobre isso já falei em Editorial, clique Aqui para conferir -, como também já percebe a dificuldade de implementar obras de mobilidade urbana a tempo da Copa 2014, como quer apelar ao contribuinte com uma “sacolinha” na mão para arrecadar dinheiro.
Senão vejamos: Na última sexta-feira o alcaide natalense esteve no TCE (Tribunal de Contas do Estado), bem como no MPE (Ministério Público Estadual) para entregar um relatório de como encontrou a situação da prefeitura, herdada de Micarla de Sousa, afastada do cargo pela Justiça por improbidade administrativa, inclusive, com acusações do próprio MP de recebimento de propina.
Aos procuradores do estado, Carlos Eduardo Alves disse:
– Agora é com vocês, órgão de fiscalização. A sociedade precisa de uma resposta. Confiando em uma apreciação e retorno do Ministério Público Estadual o prefeito Carlos Eduardo entregou à Procuradora-Geral de Justiça Adjunta, no início da tarde desta sexta-feira, o relatório sobre a gestão de sua antecessora, Micarla de Sousa, à frente do município de Natal. O documento será encaminhado para os órgãos ministeriais competentes onde será devidamente analisado para as providências cabíveis. (Com informações do MPRN)
Já com relação a passagem da “sacolinha”, o colega Dinarte Assunção foi na veia: confira o que ele disse:
– O município de Natal pedirá à sociedade natalense que custeie parte das demandas financeira decorrentes da pactuação no Movimento Brasil Competitivo (MBC).
A adesão ao MBC será feita formalmente na sexta-feita, quando representante do BNDES estará na cidade para selar o acordo.
Do pacto, resultarão formalidades para execuções de auditorias. Duas pelo menos: uma na área administrativa, como já anunciou o prefeito Carlos Eduardo Alves, tendo como principal meta a melhoria no desempenho do comportamento da receita. A outra auditoria incidirá sobre o tema Copa do Mundo. Uma espécie de radiografia sobre o “legado”.
A realização dos estudos não sairá de graça, claro. Há o BNDES como instrumento financiador, mas a saúde financeira do município ainda não permite tanto.
Conforme revelou a secretária de Planejamento,Virgínia Ferreira, a primeira alternativa será pedir a contribuição do natalense. Quem quiser pode doar. Do assalariado ao empresário.
Um segundo passo seria, não sendo atingido os valores necessários, captar dinheiro a partir de estados e municípios que já se beneficiaram com o MBC.
Por fim, recorre-se ao BNDES para cobrir eventual diferença entre o arrecadado com doações e os valores totais das auditorias.
Complementando a análise cirúrgica de Dinarte Assunção, sobre o tal empréstimo junto ao BNDES, o próprio Carlos Eduardo Alves, hoje, em entrevista na 96FM, admitiu as dificuldades que estão sendo encontradas para as obras de mobilidade urbana exigidas pela Fifa para o Mundial de futebol.
– Qualquer adiamento nas obras de mobilidade da Copa do Mundo em Natal será fatal para o tão falado ‘legado da Copa’ que o povo há muito não acredita que seja deixado…
“Se houver qualquer adiamento não terá condição de concluir as obras antes da Copa”, disse o prefeito de Natal.
Como se observa, caro leitor, o estrago encontrado pelo prefeito Carlos Eduardo Alves, pode-se dizer, não é nenhuma novidade para o distinto público e muito menos pra ele. De antemão Carlos Eduardo Alves ou outro que viesse a assumir a prefeitura de Natal já sabia das dificuldades a serem administradas, sobretudo, na área financeira, o que vale dizer que o discurso do retrovisor é um discurso fácil, mas não justifica as desculpas.
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