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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Dos candidatos postos difícil é acabar com esse modelo político
O resultado das eleições suplementares em Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, no último domingo, mostrou claramente o esgotamento de um modelo político naquele município, ou seja, o fim da predominância de um feudo comandado pela família Rosado, embora que dividida politicamente. É claro que sob a luz da verdade temos que analisar que o pleito foi judicializado com a prefeita afastada do cargo Cláudia Regina (DEM) não podendo participar e a deputada Larissa Rosado concorrendo sub-júdice. Contudo, independente disso acho que não alteraria o resultado do pleito.
A pouco no twitter o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) colocou o mesmo pensamento que eu, acrescentando que isso também ocorre no estado. Veja o que disse Mineiro:
Fernando Mineiro @mineiropt13 4 de mai
Penso que a vitória de Silveira em Mossoró revela, em parte, o esgotamento de um modelo político em vigor naquela cidade e no estado.
Logo após o resultado das eleições de Mossoró, já na segunda-feira, o próprio Mineiro postou na rede que “o resultado da eleição suplementar de Mossoró ainda será objeto de muitas análises. Mas uma coisa é certa: enfraqueceu o acordão estadual”.
No mesmo dia disse-lhe que o vice-governador, Robinson Faria (PSD), o qual o PT apoia para governador nas eleições de outubro, não representa mudança nenhuma. A vitória de Silveirinha em Mossoró, a meu ver, não tem nada a ver com a candidatura de Robinson ao governo do estado. E lhe disse que era uma pena ele ter retirado seu nome para concorrer ao governo do estado. O que ele agradeceu ratificando a posição do seu partido, de que o PT apoia mesmo Faria.
Ora, se Mineiro concorda que a eleição de Silveirinha, que não tem nenhuma tradição na política de Mossoró é a prova do esgotamento de um modelo político em vigor naquela cidade e no estado, por que é então que os petistas vão apoiar Robinson Faria ao governo se tem um nome como o dele, competitivo – já provou isso na ultima eleição para prefeito em Natal – para disputar a sucessão estadual e capaz de acabar com esse modelo político que aí está? Não seria a chance, verdadeiramente, de pôr fim a esse modelo político de oligarquias e amigos do rei?
Será que o PT esqueceu que Robinson Faria entrou na política pelos braços dos Alves, se elegendo deputado estadual? Será que o PT esqueceu que Robinson Faria foi elevado ao cargo de vice-governador ao lado da atual governadora Rosalba Ciarlini (DEM), a quem tanto critica? Será que o PT esqueceu que na eleição em que a deputada federal Fátima Bezerra, hoje candidata ao Senado, disputou a prefeitura de Natal apoiada pelos Alves e por Wilma de Faria, foi derrotada no primeiro turno por Micarla de Sousa que teve o apoio incondicional do então presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria? Ou seja, para o PT papa-jerimum Robinson Faria, então, não faz parte desse esgotamento político agora repudiado em Mossoró! E mais: Robinson Faria é presidente estadual de um partido que foi formado por um dissidente do DEM, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Só pra refrescar a memória dos petistas.
Fato é que política se faz com jogo de interesses e aí tanto faz ser de uma oligarquia ou não. A chapa Robinson Faria para governador e Fátima Bezerra para o Senado nada mais é do que isso. É claro que na disputa ao Senado a petista, se vencer, porá fim um modelo político já esgotado, tendo em vista que a sua oponente, vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), representa a fina flor desse modelo político, que aliás o PT um dia já foi aliado.
No que toca ao governo do estado, nem tanto assim. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), representa sim uma oligarquia que sempre esteve nas decisões políticas do estado desde o seu pai ex-governador e ex-ministro de Estado, Aluizio Aves. Portanto, um modelo político já esgotado. Quanto a Robinson Faria já falei. Se o PT tivesse mesmo coragem de pôr fim a esse modelo político que aí está, lançaria sim Mineiro para governador. O resto é conversa pra boi dormir.
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