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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

É preciso deixar a soberba de lado e calçar as sandálias da humildade

Não existe prefeito em férias e tampouco uma eleição não é decidida com base em pesquisas de intenção de voto. O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), candidato novamente ao cargo precisa urgentemente deixar a soberba de lado e calçar as sandálias da humildade.

Às vésperas de ter as contas de sua administração referentes a 2008, aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas do Estado, analisadas pelo Plenário da Câmara Municipal – dia 22 próximo será a votação – Carlos Eduardo Alves dispara sua artilharia contra o relator da matéria na Comissão de Finanças e Fiscalização da CMN, vereador Enildo Alves (DEM), atingindo também a própria Casa, quando afirma na imprensa estar havendo “ um complô “politiqueiro e arbitrário”, que segundo ele visa subverter a vontade popular e torná-lo inelegível.

Não só isso: Carlos atinge também o pré-candidato tucano a sucessão municipal, deputado Rogério Marinho, ao declarar que ele (Marinho) teria externado sem reservas, durante a solenidade que concedeu o título de Cidadão Natalense ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), na última quinta-feira (10), que “trabalharia com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) para demover o vereador Ney Júnior (DEM) da ideia de se abster em votações sobre processos de desaprovação de contas”.

O pedetista vai além: Acusou ainda a prefeita Micarla de Sousa (PV) de incumbir a auxiliares – no caso os secretários de Educação, Walter Fonseca, e de Planejamento, Antônio Luna – de convencer vereadores a votarem contra ele no processo de prestação de contas do exercício de 2008 e pede uma reação por parte dos parlamentares para que apreciem a matéria da maneira mais isenta possível.

Neste caso, Carlos Eduardo Alves coloca em xeque-mate os 21 vereadores, já que se suas contas não forem aprovadas em Plenário, na sua opinião, não estará havendo isenção. O tiro pode sair pela culatra e isso não seria nada bom para sua pretensa candidatura.

O fato é que Carlos Eduardo Alves não contava com esse percalço em seu projeto político, até porque, com toda a sua soberba, considera-se um prefeito em férias.

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