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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Êi, vamos ter um aeroporto e um estádio de futebol de primeiro mundo. Esse o legado da Copa?
Pelo menos um Aeroporto Internacional de grande porte e um estádio de futebol de primeiro mundo, mesmo que vá servir somente ao showbusiness nós vamos ter. O aeroporto já tem até data marcada para sua inauguração: 1º de abril. Muitos vão dizer que é mentira só por causa da data. Não, não é cascata não, é verdade. O estádio, Arena das Dunas, deverá ser entregue dentro do novo prazo estabelecido pela Fifa, 31 de dezembro deste ano.
Mais e o grande legado que a Copa do Mundo nos deixaria, tanto falado pelos quatro cantos de Natal, que seriam as obras de mobilidade urbana. Estas será que pelo menos a metade do que se pretendia se terá? Duvidoso! Em todo caso o prefeito da capital potiguar Carlos Eduardo Alves (PDT) anda rodando o pires por Brasília atrás de recursos para obras de infraestrutura. Apelou até ao primo, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – até pouco politicamente intrigados – que lhe garantiu empenho em tentar liberar recursos para a capital potiguar.
Estamos a menos de dois anos para a Copa do Mundo. O Aeroporto Internacional de São Gonçalo e a Arena das Dunas saíram do papel, mas as obras de mobilidade urbana não. Por enquanto as obras estão imobilizadas. Fato é que com obras de mobilidade urbana ou sem, o grande legado que a Copa vai nos deixar é o aeroporto porque ao que parece e ao que tudo indica a Arena das Dunas servirá a tudo, menos ao futebol. Pobre futebol potiguar que vai ganhar um estádio de primeiro mundo, mas que pouco vai servir ao esporte bretão em terras de Alberi, Marinho Chagas, Souza e tantos outros craques que um dia pisaram nos gramados do saudoso Machadão.
É isso. Nós natalenses e norte-riograndenses vamos ter orgulho de mostrar ao mundo que temos um aeroporto internacional e um estádio de futebol que em nada deixa a dever a outras cidades do mundo. Em contrapartida – espero que não – vamos continuar com um trânsito que em nada deixa a dever àqueles que a gente costuma ver em reportagens na Índia. E olha que nem precisava esperar pelo “legado da Copa” para que se melhorasse a malha viária na capital potiguar. Bastava um pouco de criatividade e vontade política.
Mas, enfim, dos males o menor. Por que não ficarmos satisfeitos com um aeroporto internacional de grande porte e um estádio de primeiro mundo, embora que este estádio vá servir mais a outras coisas que não o futebol propriamente dito, repito. Mas não sejamos tão pessimistas, como disse outro dia um colega no twitter. Vamos acreditar que na Arena das Dunas se terá ABC e América com casa cheia após o mundial de futebol. Que as rendas vão superar em muito o aluguel do estádio que será administrado por um consórcio privado. Que ABC e América farão bonito na série B do Campeonato Brasileiro deste ano para, quem sabe, estarem na série A do Brasileirão justificando assim termos um estádio de primeiro mundo. Quem sabe as obras de mobilidade urbana virão? A conferir!
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