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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

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Editorial

Em ato de insanidade jornalista da Globo é agredida

A repórter Monalisa Perrone, da TV Globo, foi agredida nesta segunda-feira quando falava ao vivo durante o “Jornal Hoje”, por um homem que acabou derrubando ela.

A agressão ocorreu no início do telejornal (veja vídeo). Monalisa Perrone estava em frente ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e foi chamada pela apresentadora Sandra Annenberg para dar mais informações sobre o tratamento quimioterápico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quando começou a falar, dois homens apareceram correndo atrás dela. Um deles a derrubou.

Uma coisa absurda e sem o menor sentido. A repórter cumpria uma pauta. O seu trabalho profissional foi interrompido abruptamente sem mais nem menos. As pessoas precisam entender que o Brasil é um país democrático onde a imprensa é livre. Tentar inibir uma repórter, através de agressões sejam elas físicas ou não só faz macular a democracia brasileira conquistada a duras penas.

Ainda hoje publiquei neste espaço um artigo do consgrado jornalista Gilberto Dimenstein sob o título “O câncer de Lula me envergonhou” onde ele fala que sentiu um misto de vergonha e enjoo ao receber centenas de comentários de leitores para sua coluna sobre o câncer de Lula. Fossem apenas algumas dezenas, não me daria o trabalho de comentar. O fato é que foi uma enxurrada de ataques desrespeitosos, desumanos, raivosos, mostrando prazer com a tragédia de um ser humano. Pode sinalizar algo mais profundo, afirma o jornalista

E Dimenstein diz ainda:

– Minha suspeita é que a interatividade democrática da internet é, de um lado, um avanço do jornalismo, e, de outro, uma porta direta para o esgoto do ressentimento e da ignorância.

Isso significa que um dos nossos papéis como jornalistas é educar os eleitores a se comportar com um mínimo de decência.

Está certo Gilberto Dimenstein. Enquanto jornalistas temos o dever de educar os eleitores. A agressão a repórter Monalisa Perrone, plagiando Dimenstein, me leva a suspeita de que a atitude desses dois rapazes, um deles, inclusive, fazendo questão de mostrar a cara no vídeo, parece revanchismo contra os e-mails e mensagens em redes sociais fazendo chacota da doença de Lula. Tanto um caso como o outro não se justifica. São insanas pessoas que se comportam desse jeito. O que dizer mais?

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