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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Estudantes vão esperar o uso da força policial

No último domingo escrevi aqui neste espaço sobre a decisão do desembargador Dilermando Mota autorizando o uso da força policial contra os integrantes do Movimento Fora Micarla, que resistem à desocupar a Câmara Municipal de Natal. Dizia eu em Editorial que o uso da força policial ia acabar dando em merda. Por intermediação da OAB, a decisão da Justiça foi adiada. Ocorre que nesta quarta-feira a Justiça concedeu um novo prazo aos estudantes. Até às 18h terão que deixar a Câmara, sobre pena da força policial  ser usada.

Volto a repetir. Isso vai acabar mal. E por que? Porque os estudantes estão dispostos a resistir. A quebra de compromisso do presidente da Câmara, vereador Edivan Martins, que depois de ter acordado realizar uma audiência pública e fazer a leitura para instalação da  CEI dos Contratos voltou atrás,  só contribuiu  fez para acirrar mais ainda os ânimos. Não pela instalação da CEI em si, que Edivan admite instalar, mas pelo fato dele não concordar em fazer uma audiência pública com a presença dos estudantes na Câmara.

O Movimento Fora Micarla criou visibilidade. O intento dos estudantes de certa forma foi conseguido. Caso a força policial venha mesmo a ser acionada será um tiro no pé para o presidente Edivan Martins. A repercussão, sem dúvida nenhuma, será das piores, com imagens no Youtube e redes de televisão cobrindo.

Mais uma vez repito. Seria melhor realizar logo essa audiência pública, instalar a CEI dos Contratos e, aí sim, cobrar dos estudantes o compromisso assumido. Ou seja, de deixar as dependências do legislativo municipal.

Por que será que Edivan Martins teme tanto uma Audiência Pública para debater os contratos da prefeitura de Natal? Será por que teme a presença do MP e da OAB nessa audiência, onde serão debatidos os contratos? Será por que teme que a Audiência Pública ofereça subsídios à CEI dos Contratos? Será por que numa Audiência Pública, como o próprio nome ja diz, permitirá a presença do público nas galerias para acompanhar os debates? Será por que teme a presença da imprensa? Será por que Edivan teme o convite de secretários municipais para explicar os contratos e isso terá que ser dito em público? Ficam as indagações!

Ninguém em sã consciência deseja que o pior venha a acontecer, mas é certo dizer que a estudantada está disposta a criar um fato que possa denegrir não só a imagem da Câmara Municipal, já tão desgastada pelo episódio conhecido por Operação Impacto, onde 13 edís, inclusive Edivan Martins, foram denunciados pelo MP por envolvimento em corrupção quando da votação do novo Plano Diretor de Natal, mas como também da própria prefeita Micarla de Souza. A conferir!

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