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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Garibaldi Alves e a posição privilegiada
A despeito da primeira pesquisa Consult para eleição de governador do Rio Grande do Norte, faltando ainda pouco mais de um ano e meio para o pleito, e do senador-ministro Garibaldi Alves Filho (PMDB) despontar como favorito, mesmo dizendo que não pretende disputar o pleito, acredito que ele vai sim se candidatar. E por que digo isso. Simplesmente porque além de despontar como favorito, Garibaldi ostenta uma posição privilegiada, ao contrário dos outros eventuais candidatos.
Garibaldi Alves, independente de continuar ministro de Estado, tem ainda mais quatro anos de mandato de senador pela frente. Isso por si só lhe garante uma certa tranquilidade. Se ganhar a eleição, ótimo. Se perder, continuará com mandato no Senado. As outras eventuais candidaturas já não se colocam tão confortáveis. A própria governadora, Rosalba Ciarlini (DEM), com mais de 71% de desaprovação, segundo a própria pesquisa Consult, se não reverter este quadro, dificilmente conseguirá almejar o seu intento. Mesmo tendo uma Copa do Mundo e seu “legado” num ano eleitoral.
Já o vice-governador, Robinson Faria (PSD), há oito anos com o sonho de se tornar governador, tem em punho a bandeira da oposição. Mesmo com essa bandeira, Faria não chega a empolgar o eleitor, pelo menos neste momento, embora possa ter ao seu lado o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), alcaide do maior colégio eleitoral do estado, Natal. Nesta seara navega também Wilma de Faria (PSB), ex-governadora e atual vice-prefeita da capital potiguar. Wilma, assim como Garibaldi, diz que não pensa em disputar o governo novamente. Seu projeto, segundo ela própria, é tentar uma vaga na Câmara dos Deputados. Tem sentido!
E por que digo que faz sentido? Ora, se a deputada federal Fátima Bezerra (PT) já botou o bloco na rua para a senatória, como Wilma poderá se candidatar ao Senado? Isso implicaria em dizer que PSB e o PT no Rio Grande do Norte não estariam no mesmo palanque. Por outro lado, Wilma se for candidata ao governo corre o risco de perder e ficar mais uma vez sem mandato. Aí, devido a idade avançada, seria hora de pendurar as chuteiras, usando uma expressão futebolística.
O deputado João Maia (PR) poderia ser a terceira via, mas não acredito nesta possibilidade. Aliás, a pesquisa Consult sequer aventou o seu nome para governador. Seria um risco porque perdendo também estaria sem mandato. O PMDB poderia apoiar a sua candidatura com o deputado estadual Walter Alves sendo o seu vice, situação essa já comentada neste blog. Mas, Waltinho, o filho de Garibaldi, não se aventuraria, até porque nessa hipotética candidatura, se João Maia perdesse Waltinho também ficaria sem mandato.
Portanto, embora Garibaldi diga que não tenciona ser candidato outra vez ao governo do estado – político sempre diz isso – a situação mais confortável no atual cenário político papa-jerimum é a dele. E tem mais: Sendo ministro do governo Dilma, o peemedebista certamente teria o apoio da presidenta, já que ela deverá tentar a reeleição. E digo mais: possível até a dobradinha Garibaldi Alves para o governo e Fátima Bezerra para o Senado. E até mesmo Wilma de Faria concorrendo a um cargo de deputada ao lado de Henrique Alves. Todos no mesmo palanque. E por que não Robinson Faria na condição de vice de Gari ? A conferir!
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