O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Golpe branco
Leio na coluna Diário do Poder do jornalista Cláudio Humberto que, com a popularidade em queda livre, Dilma precisará enfrentar os próprios deputados governistas, que afirmam não suportar a ideia de vê-la no comando pelos próximos anos, e já falam em desencavar projetos para mudar o Presidencialismo para o sistema Parlamentarista. A ideia é recuperar qualquer das propostas de emenda à Constituição (PEC) em tramitação na Câmara e colocá-la na pauta de votações.
De acordo com o jornalista, a proposta de parlamentarismo tem sido discutida em reuniões do chamado “blocão”, em locais fora do alcance do governo e que deputados, formado basicamente por governistas, querem fazer de Dilma uma “rainha da Inglaterra”, meramente decorativa.
Cláudio Humberto ressalta que para aprovação de uma PEC são necessários 308 votos de deputados. Somando-se à oposição, o blocão calcula que teria número de sobra.
Esse parece um enredo de um filme passado nos anos 1960, apenas com personagens diferentes, mas com o mesmo roteiro. Senão vejamos: O período parlamentarista do governo João Goulart durou de 7 de setembro de 1961, quando o presidente tomou posse, até 6 de janeiro de 1963. Jango era apoiado por amplos setores da sociedade: nacionalistas, algumas entidades empresariais, sindicatos de trabalhadores, governadores de vários estados e setores militares que haviam manifestado apoio à legalidade constitucional. E com todo esse “apoio”, deu no que deu.
Portanto, caro leitor, pelo andar da carruagem não será nenhuma surpresa se o Congresso Nacional resuscitar uma dessas PECs que fala sobre Regime Parlamentarista e colocá-la em votação na tentativa de fazer da presidenta Dilma Ruosseff uma “rainha da Inglaterra”.
Usando um dito popular venhamos e convenhamos, a presidenta Dilma, a bem da verdade, nunca foi vista com bons olhos pela classe política, aliados ou não, e até ministros de Estado. O seu jeito durão que lhe valeu o apelido de “Gerentona” não agrada nem a gregos e troianos. Contudo, a despeito do seu jeito de ser e da maneira como lida com os políticos, Dilma foi eleita democraticamente com mais de 54 milhões de votos. É verdade que o seu governo enfrenta um desgaste político e social, mas daí querer se dar um “golpe branco” para lhe tirar o poder já é um pouco demais. Como o impeachment, pelo menos até agora, não tem nada que o fundamente, os “aliados” do governo pensam numa alternativa, digamos, “mais viável”, ou seja, instituir o Parlamentarismo.
O curioso, caro leitor, é que em todo este processo de corrupção na Petrobras, por exemplo, que motivou já duas CPIs – A mista no Senado e a mais recente na Câmara -, o Congresso Nacional parece imune, ao menos na visão da grande imprensa. E todos sabemos que as indicações políticas para cargos chaves na estatal partiram de “aliados” no Congresso.
Quando o ex-ministro (da Educação) Cid Gomes disse que na Câmara tem um grupo de 300 a 400 achacadores, e quando foi a Casa se explicar pelo o que havia dito, de acordo com levantamento inédito da Bites Consultoria entre quarta-feira e sexta-feira, el foi mencionado 78 518 vezes no Twitter, 2 138 vezes em sites de notícias, teve 1 699 menções em blogs e 83 em fóruns abertos. Só na rede social, as postagens sobre Cid tiveram 616 milhões de impressões, ou seja, foi esse o número de vezes que o nome dele apareceu aos tuiteiros brasileiros. Todas as menções favoráveis ao ex-ministro por ter dito aquilo que todo brasileiro gostaria de dizer aos “nobres parlamentares”.
Portanto, estes mesmos deputados chamados de achacadores por Cid Gomes querem agora levantar a bandeira em favor da instituição do Parlamentarismo, já que para pedir o impeachment não estão encontrando fundamentação, conforme alguns juristas.
A conferir!
Deixe uma resposta