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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Henrique costurou e ele mesmo deu o nó

O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), demorou mais aprendeu na escola da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), que para se alcançar algum objetivo, sobretudo na política, é preciso deixar as coisas bem amarradas para não ser pego de surpresa lá na frente. Careca de saber a fama de “traíra” da guerreira, que não dá ponto sem nó, o parlamentar peemedebista, que agora mais do que nunca é candidato a governador, costurou uma aliança de partidos, hoje muito em moda ser chamada de “coalizão”, juntando num mesmo guarda-chuva Wilma de Faria, João Maia (PR), Ricardo Motta (PROS), Rogério Marinho (PSDB), Felipe Maia (DEM), entre outros menos votados.

Alves antecipou, inclusive, o anúncio da aliança para esta sexta-feira (28), antes mesmo de abril chegar como o previsto por Wilma de Faria. E por que essa antecipação? Ora, como disse, Wilma fez escola e Henrique Alves foi um aluno aplicado. Aprendeu, por exemplo, que a palavra de um político é “um risco n`água, sobretudo se partir da vice-prefeita de Natal. Quem não lembra que em 2000 ela (Wilma) recebeu o apoio do então governador Garibaldi Alves Filho (PMDB) na sua reeleição para a prefeitura de Natal. E em abril de 2002, renunciou à prefeitura para disputar o governo do estado, sendo eleita. Naquela eleição o PMDB tinha candidato, que era Henrique com o compromisso de Wilma de apoiá-lo. Só pra refrescar a memória dos menos atentos clique aqui para ler a história do rompimento no Baú de um Repórter. 

Não esqueçamos que em caso de um revés de Wilma de Faria, o PMDB tem em stand bay a candidatura do senador-ministro, Garibaldi Alves Filho, novamente ao governo. Tudo, claro, vai depender de Wilma. Se ela comparecer ao grande evento que está sendo montado pelo PMDB para anunciar a aliança Henrique para o governo e ela para o Senado, tudo bem, não há mais como voltar atrás. Embora….  E se não comparecer aí os peemedebistas ficarão de orelha em pé e convocarão Garibaldi.

Pois é, caro leitor. Henrique Alves não só costurou a coalizão de partidos e ele mesmo deu o nó, como também para obter o apoio do primo, prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves e de seu pai, deputado estadual Agnelo Alves, teria assumido o compromisso de, em sendo eleito governador, administrar o estado por apenas quatro anos não sendo candidato a reeleição, se o instituto prevalecer até lá. Neste caso, não só apoiaria a reeleição de Carlos Eduardo para prefeito em 2016 como também a sua eventual candidatura ao governo do estado em 2018. Tudo já estaria articulado sem nenhum tipo de açodamento. Além disso entraria no pacote o apoio a eleição do atual chefe do Gabinete Civil da prefeitura de Natal, Sávio Hackradt, a deputado federal.

Como disse em nota publicada ontem no blog, Henrique Alves só entraria na disputa à sucessão estadual com pouco risco e é isso que pensou ao costurar e ele mesmo dá o nó em todo esse processo para a formação de uma coalizão de partidos que pudesse lhe dá sustentação política e um grande espaço no programa eleitoral de rádio e TV que poderá lhe render no mínimo 12 minutos. Não só isso. Na costura deu o nó também em Wilma prometendo o céu e o Senado para evitar que ela concorresse ao governo. Difícil depois, em se elegendo, poder honrar todos os compromissos com políticos de diferentes matizes. Já falei isso uma vez e volto a repetir. Em caso de vitória, Henrique pode se preparar que a fatura será grande, tão grande quanto o arco de alianças que está sendo formado em torno de sua candidatura.

A conferir!

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