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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Impasse ridículo
Hoje, logo cedo, o jornalista Lauro Jardim publicou em sua coluna, a Radar on-line, a seguinte informação:
– Há um impasse neste momento entre a Polícia Legislativa e a Polícia Federal em torno de Paulo Roberto Costa.
Os agentes responsáveis pela segurança do Congresso impedem a entrada dos colegas da PF no Senado, para a acareação que ocorrerá hoje à tarde na CPI Mista.
Dizem que ali é território deles. A PF não abre mão de acompanhar PRC, alegando que é a responsável por sua custódia.
Veja, caro leitor, a que ponto chegamos. No momento em que há uma grande expectativa em torno desta acariação a Polícia Legislativa quer impedir da Polícia Federal entrar no Congresso Nacional para escoltar PRC, preso por envolvimento no esquema de corrupção gerado dentro da estatal. Coisa mais ridícula essa.
Entendo ser da competência dos policiais federais a escolta do preso que está sob custódia. Não havia motivos para a Polícia Legislativa querer impedir os policiais ao acesso do Congresso Nacional. Estou escrevendo este texto exatamente às 12h, hora local em Natal – e 13h hora de Brasília. Não sei o desfecho do imbróglio criado sem a mínima necessidade, mas, reafirmo, acho que a escolta é da competência da Polícia Federal.
Convenhamos que o impasse criado não deveria nem ter existido se o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, já tivesse emitido uma circular, certamente, dirigida à Polícia Legislativa, de que a competência da escolta de Paulo Roberto Costa caberia ao agentes da PF.
A CPI mista que investiga supostas irregularidades na Petrobras fará nesta terça-feira (2), às 14h30, uma acareação entre os ex-diretores da empresa Paulo Roberto Costa (Refino e Abastecimento) e Nestor Cerveró (área Internacional). A presença de ambos está confirmada, mas eles poderão se recusar a falar durante a sessão.
Durante depoimento prestado em acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa teria apontado Nestor Cerveró como um dos funcionários da Petrobras beneficiados por suposto esquema de pagamento de propina instalado na empresa. Cerveró, porém, disse durante depoimento à CPI mista, em setembro, que desconhecia a existência do esquema.
Para confrontar as duas versões, os parlamentares farão uma acareação nesta terça-feira. Há dúvida, porém, se Costa responderá às perguntas, uma vez que firmou acordo de delação premiada com a Justiça, que ainda está em sigilo. Quando foi pela primeira vez à comissão, em setembro, recusou-se a falar.
A meu ver o circo será novamente armado na CPI mista do Congresso Nacional.
A conferir!
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