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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Lava Jato: A Polícia Federal está agindo
Ninguém se iluda. Com as delações premiadas que vêm ocorrendo como desdobramento da Operação Lava Jato, que culminou com a descoberta de um grande esquema de corrupção dentro da Petrobras, a Policia Federal vem agindo a fim de saber se o que os delatores estão dizendo é verdade ou não. Não custa lembrar que na legislação brasileira, delação premiada é um benefício legal concedido a um criminoso delator, que aceite colaborar na investigação ou entregar seus companheiros. Esse benefício é previsto em diversas leis brasileiras: Código Penal, Leis n° 8.072/90 – Crimes Hediondos e equiparados.
No caso dos principais delatores da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Youssef, que levaram ao conhecimento do Ministério Público e da Justiça Federal nomes de políticos supostamente envolvidos no esquema, as provas estão sendo colhidas. E se não confirmadas os delatores perdem a diminuição da pena. O que, se não disseram a verdade, seria burrice.
Dizer, como disse o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), em nota distribuída à imprensa, que “a delação premiada é um instrumento que beneficia o réu e não deve ser tomada como prova de verdade”, e que “para isso, há a investigação séria dos órgãos competentes” – Henrique teve o seu nome relacionado nas delações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef – é uma meia verdade. Digo meia verdade porque para obter a delação premiada – diminuição da pena – é preciso que o delator esteja dizendo a verdade. Quanto as investigações, certamente a Polícia Federal, com base no que já foi dito, vem realizando estas investigações.
É preciso entender que com os depoimentos que já foram dados pelos próprios envolvidos no caso, novas etapas estão se sucedendo. Prova maior disso que empreiteiros já foram presos. Quanto aos políticos, como têm fórum privilegiado, ou seja, se confirmadas as denúncias contra eles o Supremo é quem vai julgá-los, as ações da Polícia Federal também são sigilosas.
Outra: o vazamento parcial evitará qualquer ação de nulidade, na medida em que o Listão do Petrolão jamais será confirmado oficialmente. Por enquanto, claro.
Portanto, pensar que os delatores estão dizendo inverdades é ser ingênuo ou querer tapar o sol com a peneira. Para diminuir suas penas eles pagam um preço alto, ou seja, entregar todo o esquema de corrupção na estatal e os nomes dos envolvidos. Do contrário, babal.
Fato é que a PF está sim investigando a fundo as denúncias. Qualquer movimentação suspeita dos políticos denunciados pelo ex-diretor da Petrobras e pelo doleiro os policiais federais estão de olho. E aí vão desde ligações telefônicas, pessoas ligadas a políticos que estão no listão, até voos de aeronaves oficiais ou não. Tudo, absolutamente tudo, vem sendo monitorado desde a primeira delação premiada de Paulo Roberto Costa.
O resultado disso?
A conferir!
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