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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Lula, a não existência de políticos irretocáveis e os 300 picaretas

Quando deixou a Câmara dos Deputados após ser constituinte em 1988, o ex-presidente Lula disse uma frase que marcou. Que no Congresso Nacional existiam 300 picaretas. Lula, sequer, tentou renovar o seu mandato, certamente desiludido com o Legislativo.

Esta semana, durante um debate sobre os dez anos de governos petistas, afirmou para a plateia presente que não existe político “irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético”. Lula disse que a imprensa nacional tenta vender a imagem de que existem políticos ideais, que, segundo ele, não existem.

Por sua vez, o jornalista Josias de Souza analisa hoje em seu blog a derrota do governo ontem na Câmara. Sob o título “Dilma foi derrotada por aliados na MP dos Portos”, o jornalista coloca que “juntos, os partidos que se declaram “aliados” do Planalto controlam no plenário da Câmara 423 cadeiras. As legendas de oposição dispõem apenas de 90 assentos. A despeito da supremacia numérica, Dilma adicionou mais uma derrota congressual à sua coleção. Um fiasco da dimensão daquele sofrido nas votações do Código Florestal. Além da aversão da presidente pelo diálogo e do atabalhoamento do seu staff político, deve-se a derrota ao abandono dos aliados.

Considere-se aí que o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fez de tudo para aprovar a matéria a tempo de ser encaminhada ao Senado. Na presidência dos trabalhos, Alves emendou cinco sessões extraordinárias – uma após a outra. A cada reinício, era preciso atingir o quórum mínimo de 257 presentes. A penúltima sessão terminou quando a madrugada já ia alta, às 3h36. A última foi aberta às 4h15. O quórum mínimo só foi obtido mais de meia hora depois, às 4h54.

E onde entra aí as reflexões de Lula? Óbvio, caro leitor, que elas estão implícitas no comportamento dos nossos parlamentares. E não vou ser hipócrita de dizer que esse comportamento diz respeito apenas a políticos do PMDB, PSB, DEM, PSDB e tantos outros menos cotados. Diz respeito também a políticos do PT, e quando Lula fala da não existência de político irretocável do ponto de vista moral e ético, está falando também dos seus companheiros, haja vista o mensalão. Sobre os 300 picaretas, a Câmara ontem deu o exemplo disso não bastasse o circo armado por Anthony Garotinho (PR-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Este é o preço da tal  “governabilidade”, políticos não irretocáveis do ponto de vista do comportamento moral e ético.

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