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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O bode expiatório do Foliaduto
Tem razão o procurador do estado François Silvestre, ex-presidente da FJA (Fundação José Augusto) em desabafar no seu blog. Segundo ele, “o escândalo das bandas fantasmas, lastimável fato ocorrido na área da Casa Civil do governo, com o uso da Fundação José Augusto, conhecido como Foliaduto, foi alvo de investigação cível e criminal pelo Ministério Público estadual. Não fui indiciado em nenhum dos inquéritos. Nem no cível nem no criminal. Não sou referido em qualquer desses inquéritos. E não foi por falta de vontade dos investigadores. Foi por absoluta comprovação de que eu fui vítima de uma traição brutal do governo ao qual eu servia usando auxiliares meus. Nem com a delação premiada conseguiram me envolver no episódio. Agora, vejo na imprensa, que o Ministério Público especial junto ao TCE, elabora um relatório pedindo ao Tribunal que aprove punição devolutiva de dinheiro refente ao fato, contra mim. Como pode alguém comprovadamente inocente devolver dinheiro resultado do delito referido. Não sei.”
O que foi o escândalo do Foliaduto? Em abril de 2006, a Fundação José Augusto, responsável pela área cultural do governo de Wilma, foi acusada pelo Ministério Público do Estado de contratar shows fantasmas para o Carnaval daquele ano – episódio apelidado de “Foliaduto” – foram contratadas 30 bandas de axé music e forró, com cachês que variavam de R$ 39 mil a R$ 130 mil. O irmão de Wilma, Carlos Faria, então secretário-chefe do Gabinete Civil do governo estadual acabou denunciado pelo MPE por suposta participação.
Pois muito bem: Já se passaram quase oito anos e agora o Ministério Público de Contas, pelo seu procurador Carlos Roberto Galvão Barros, concluiu parecer sobre a Inspeção Extraordinária realizada pelo Tribunal de Contas, na Fundação José Augusto, nos exercícios de 2003 a 2006, esquema que ficou conhecido como Foliaduto. O processo consta de 68 volumes. Embora o relatório de Inspeção Extraordinária, inspeção do Corpo Instrutivo do TCE, aponte para a responsabilização exclusiva de François Silvestre, então diretor da FJA, “nada obstante, exime a responsabilidade das demais pessoas que atuaram na ordenação de despesas” disse o procurador Carlos Roberto Galvão.
Ora, porque então, pelas declarações do procurador do TCE, responsabilizar tão somente François Silvestre citando-o nominalmente, quando, como o próprio Silvestre disse em post no seu blog, e conforme o próprio noticiário da imprensa na época – era editor de Política do então JH 1º Edição e lembro muito bem disso – sequer seu nome foi indiciado em inquéritos, seja civil ou criminal, e nem mesmo teve o seu nome envolvido na delação premiada?
Me parece que François Silvestre está servindo mais como “bode expiatório”. Suas declarações são fortes e partem de quem sabia muita coisa dos bastidores do poder na época em que foi presidente da Fundação José Augusto. Em dois posts no mesmo dia no seu blog, François Silvestre vai ao X da questão. Vejamos:
Quando diz, “eu fui vítima de uma traição brutal do governo ao qual eu servia usando auxiliares meus. Nem com a delação premiada conseguiram me envolver no episódio”, num texto postado à o:47 sob o título “Foliaduto?”, e outra declaração, essa às 11h03, em outro texto com o título “Cadê a grana do Foliaduto?”. Nesse texto ele é enfático quando afirma que “a grana que o procurador do TCE, como é mesmo o nome dele?, quer devolução, teve destino certo nas obras realizadas. Taí na cara dos senhores, basta vistá-las. Homi, vá procurar gente mais importante pra começar sua biografia!”.
Como se observa, François Silvestre está servindo mesmo como bode expiatório do Foliaduto!
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