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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

O governo Rosalba aposta tudo no presidente da Câmara

A solenidade de posse ontem de três novos secretários de Estado – Saúde, Agricultura e Recursos Hídricos – me causou a impressão de que o governo Rosalba está apostando tudo na força política do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), presidente da Câmara e terceira pessoa na lista sucessória da República – caso a presidenta esteja ausente, quem assume o poder é o vice-presidente, seguido do presidente da Câmara – para se recuperar do caos em que se encontra política e administrativamente. Não à toa os discursos principalmente do presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia, e da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) deram ênfase ao cargo que Henrique ocupa hoje no plano nacional. Todos disseram que a união da classe política para recuperar o RN da crise em que se encontra se deve muito a Henrique.

É fato que Henrique Alves é hoje um dos políticos mais influentes junto ao governo federal. Ocorre que o governo a que dá sustentação política no plano estadual é de oposição ao governo Dilma Ruosseff (PT), do qual o seu PMDB faz parte com o vice-presidente da República, Michel Temer, e alguns ministros de Estado, entre eles o seu primo Garibaldi Alves Filho, ministro da Previdência. E isso de certa forma terá repercussão em 2014, quando das eleições presidenciais e estaduais, pois que, sendo Dilma candidata a reeleição e tendo provavelmente Temer novamente como seu companheiro de chapa, como explicar isso ao povo potiguar, pois que  Henrique deu demonstrações na solenidade de posse dos novos secretários de que o seu PMDB estará junto do governo do DEM num esforço concentrado para tirar o Rio Grande do Norte desse malogro administrativo.

É fato também que os discursos giraram em torno da união de esforços da classe política para levar o Rio Grande do Norte ao desenvolvimento e ao combate a seca, como também, senão acabar, pelo menos amenizar a crise que afeta o setor saúde hoje no estado. Coincidência ou não – me parece que a coisa fora articulada – nesta sexta-feira (22) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha esteve em Natal para ver de perto os problemas do maior hospital público do estado, o Walfredo Gurgel. Sintomático, muito sintomático!

Mas se o governo democrata do Rio Grande do Norte aposta alto em Henrique Alves para acabar a crise administrativa e política que enfrenta o estado, e se Henrique Alves é aliado no plano federal do governo petista, como não pensar 2014? Henrique Alves respondeu essa indagação que faço: para ele o momento é de se pensar o Rio Grande do Norte independente de cor partidária, e que 2014 só se deve pensar em 2014. Contudo, fica outra indagação: se o PMDB pretende lançar candidatura própria ao governo do estado, como não pensar 2014 desde já? A menos que Rosalba Ciarlini, que deverá ser candidata a reeleição, esteja nos planos do PMDB. Na política tudo é possível!

Ou por outra: Rosalba não sairia candidata a reeleição, concorreria a um outro cargo eletivo, podendo ser até ao Senado, e assim abriria mão para uma eventual candidatura de Henrique Alves ao governo do estado. Claro, por que não? Também é possível. Aliás, duas declarações esta semana me chamaram a atenção. A primeira, da própria governadora Rosalba que em entrevista no domingo à Tribuna do Norte declarou que pode, sim, votar em Dilma Ruosseff para a sua reeleição. Certamente se estiver no DEM não votará em Dilma, a menos que deixe a sigla e se filie a um partido da base aliada. A segunda, ontem, esta do presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia quando disse:

– Nós queremos que Rosalba, honesta, trabalhadora e aguerrida, deixe o governo como uma mulher de fé, disse o senador democrata.

Deixar o governo, senador? Como assim? Não sendo candidata a reeleição? Seria isso?

Na política é sempre aconselhável se fazer a leitura das entrelinhas nas palavras ditas em público e muitas vezes de improviso.

Costumo dizer que as decisões políticas mais importantes para o Rio Grande do Norte não são tomadas em Natal, mais em Brasília, entre quatro paredes, seja num gabinete no Congresso Nacional ou numa residência de um parlamentar. Pode-se dizer que a residência oficial do presidente da Câmara virou um bunker político e nada mais propício para se discutir 2014. A conferir!

 

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