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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

O Judiciário não é maior nem melhor que os outros Poderes

Em discurso na abertura do ano do judiciário o presidente do Supremo Tribunal Federal Cezar Peluso negou crise no Poder e afirmou que os juízes não podem ceder a pressões. Sua fala ocorre em meio a uma polêmica sobre privilégios e irregularidades que envolvem magistrados. Muito bem: O que Peluso quis dizer com isso? Ora bolas, o Judiciário não é maior nem melhor do que os outros dois Poderes da República, o Legislativo e o Executivo. No entanto, ao que parece, o presidente do Supremo coloca a “Justiça” acima de tudo.

Quando afirma que  “só uma nação suicida ingressaria voluntariamente em um processo de degradação do Judiciário, acrescentando que isso aniquilaria a segurança jurídica e levaria à barbárie, Cezar Peluso está certamente colocando o Judiciário acima de tudo. Não se quer aqui degradar o Poder Judiciário, mas é preciso que as coisas erradas que envolvam este Poder sejam investigadas. Coincidência ou não, Cezar Peluzo fez esse discurso no mesmo dia em que o Supremo começou a julgar o poder do CNJ de punir juízes antes de investigação das corregedorias regionais.

Ao observar, no entanto, que a corrupção deve ser combatida sem tréguas, o presidente do Supremo deixa a entender que mesmo no Judiciário há esse tipo de coisa nefasta a democracia. O que Cezar Peluso precisa entender é que assim como o Legislativo e o Executivo, o Poder Judiciário está sujeito também a corrupção. É preciso abrir a caixa preta deste Poder. A imprensa tem o dever de jogar luz sobre o Judiciário. Isso não significa a barbárie, apenas a transparência que todo o Poder deve ter. Se há coisas erradas que se combata.

O poder do Conselho Nacional de Justiça de punir juízes antes de investigação das corregedorias regionais é uma medida que deve ter continuidade. O Supremo julga hoje se o CNJ continuará ou não tendo poderes pra isso. Não se trata de nenhuma “barbárie”. Se o próprio Cezar Peluso admite que a corrupção deve ser combatida sem tréguas, está aí um bom momento para se provar isso. A conferir!

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