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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

O PMDB do RN e a Síndrome de Rosalba

Nestes tempos em que já se falam em eleições 2014, sobretudo, para o governo do estado, ouso dizer que o PMDB do Rio Grande do Norte, ao falar de candidatura majoritária à sucessão estadual, sofre do que venho a chamar de “Síndrome de Rosalba”. Não à toa o senador-ministro Garibaldi Alves Filho sai pela tangente sempre que se aborda uma possível candidatura sua novamente a governador.

Apesar de considerar Garibaldi o grande nome do PMDB para uma disputa majoritária tendo ao seu lado a deputada federal Fátima Bezerra (PT) como candidata ao Senado, como se cogita, o senador-ministro nem quer ouvir falar nesta possibilidade, embora em política nunca deve se dizer que desta água não beberei. E qual a razão ou quais as razões de Garibaldi não querer ser candidato a governador.

Primeiro, Garibaldi teme que se repita a “Síndrome de Rosalba”, ou seja, que sendo candidato a governador numa hipotética chapa majoritária com a deputada Fátima Bezerra, ela na condição de candidata a senatória, ele acabe ficando com o pincel na mão. Ou seja, Fátima Bezerra se elegendo e ele amargando uma derrota, pois que, entendem alguns peemedebistas, os petistas não votam em Alves. Teria, segundo estes peemedebistas, ocorrido isso na eleição de Rosalba Ciarlini (DEM) ao Senado, quando Garibaldi perdeu a eleição para Wilma de Faria (PSB) em segundo turno, com Rosalba já eleita senadora.

Segundo, porque desde a derrota para Wilma, Garibaldi não quer mais ouvir falar em ser governador. Prefere ficar aonde está. Como ministro de Estado ou senador, pois que tem ainda mais quatro anos pela frente de mandato. Como já dizia o senador Agenor Maria – já falecido –  “o Senado é o Céu”. E tinha razão. Quem entra lá não quer sair de jeito nenhum.

Além disso, governar o Rio Grande do Norte, uma massa falida, não é tarefa das mais fáceis. E Garibaldi Alves já experimentou isso por duas vezes seguidas. O problema é tanto que ao deixar o governo, o hoje senador-ministro teve que fazer uma bateria de exames clínicos em São Paulo devido ao desgaste sofrido enquanto governador. Todos sabem que as pressões são muitas e não são só da oposição ou servidores não, mas também dos próprios correligionários.

Sendo assim, embora repita, político nenhum deve dizer dessa água não beberei, o PMDB se quiser mesmo lançar candidatura própria ao governo do estado terá duas opções: o deputado estadual Walter Alves, filho de Garibaldi ou o presidente da Câmara deputado Henrique Eduardo Alves. A primeira opção acho pouco provável, até pela jovialidade de Waltinho. A segunda, até pouco tempo atrás era provável. Hoje diria se tratar de uma incógnita, embora Henrique Alves viva um momento ímpar na sua carreira política. Talvez até por isso ache que seja uma incógnita Henrique querer sair candidato a governador quando exerce uma posição de destaque no plano nacional. Mas como em política tudo é possível, só nos resta dizer, a conferir!

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