E-book

Baú de um Repórter

O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.

Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

O PMDB do RN no divã

Sabe aquela pessoa indecisa que não sabe o que quer? O pré-vestibulando, por exemplo, que não sabe ainda o que fazer no exame vestibular. O PMDB do Rio Grande do Norte parece encarnar um pré-vestibulando. Convive com o governo Rosalba por questões, digamos, de interesses mútuos, mas os peemedebistas estão indecisos. Rosalba, porque depende do apoio do PMDB principalmente agora com o deputado Henrique Eduardo Alves presidente da Câmara, para desancar o seu governo. Pelo lado do PMDB, é porque o partido ainda não deixou o tratamento de psicanálise que vem fazendo há algum tempo: Ser ou não ser governo, eís a questão!

Fato é que o PMDB potiguar vive um drama que só Freud explicaria. Senão vejamos: Pelo senador-ministro Garibaldi Alves Filho, os peemedebistas já teriam rompido com o governo Rosalba há muito. E isso é dito por ele na imprensa. Ocorre que o presidente da Câmara, Henrique Alves, prefere, por enquanto, não romper. Isso é até curioso, pois que na campanha pra governador Henrique apoiou Iberê Ferreira (PSB) e Garibaldi apoiou Rosalba Ciarlini. Agora a situação se inverte. É a dinâmica da política.

Bom, o PMDB do Rio Grande do Norte continua deitado no divã do psicanalista. Enquanto não se encontrar, sem nenhuma redundância com as posições de Henrique e Garibaldi, não poderá romper com os democratas. Quem sabe na próxima eleição? Dúvidas? Muitas! O PMDB quer lançar candidato próprio a governador e seus líderes já se expressaram sobre isso. Mas quem? Quem se sujeita? Garibaldi, que já foi governador por duas vezes disse não querer mais o cargo. Henrique que vive um momento ímpar na sua vida pública, insinua uma candidatura a governador, mas ao mesmo tempo age como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que quer ser candidato a presidente, mas diz que sobre 2014 só fala em 2014.

Henrique fala em união das forças políticas pelo Rio Grande do Norte. Mas esse discurso é velho e antiquado. Qual o político fora de eleição não prega a união da classe por sua cidade, estado e até país? Aliás, “UNIÃO’ é a primeira palavra que vem a boca de um político após eleito para qualquer cargo no Executivo.

– A campanha já acabou. Agora é hora de toda a classe política, situação e oposição, se unir! Esse discurso já virou bordão.

Esse discurso é velho e obsoleto. O político que não luta por seu país, por seu estado ou sua cidade, independente de está no governo ou na oposição, não merece ser eleito. Portanto, essa história de união da classe política é pura retórica e Henrique Alves sabe disso, porque daqui há alguns meses essa hipotética união não valerá mais de nada. É cada um contando os podres do outro nos programas eleitorais que no início começam sem baixarias, mas a medida em que a campanha vai se acirrando, sai de baixo. O chute é da canela pra cima. E isso é assim aqui e na China.

Por isso, repito, está na hora do PMDB deixar o psicanalista. Por Garibaldi isso já teria acontecido há algum tempo, embora não se considere o remédio pra isso. Sua bula indica Henrique Eduardo Alves. A conferir!

 

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *